Profissional afirma ter sido atacada com socos, tapas e arranhões durante discussão; caso foi levado à delegacia e ao IML
Uma enfermeira de 42 anos, identificada como Gisella Souza Pereira, foi agredida dentro de um hospital do Distrito Federal após informar a uma paciente que não havia vagas disponíveis para o atendimento naquele momento.
Segundo o relato da profissional, a mulher havia preenchido uma ficha de triagem informando mal-estar, dor abdominal leve e dor ao urinar havia dois dias. Diante dos sintomas apresentados, ela recebeu classificação azul, destinada a casos considerados menos urgentes.
Gisella explicou que o Hospital Regional de Samambaia (HRSam) estava em bandeira vermelha para atendimentos de clínica médica e orientou a paciente a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
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Ainda de acordo com a enfermeira, a paciente pediu um documento que comprovasse sua presença no hospital. Gisella informou que não poderia emitir o comprovante solicitado, mas autorizou que a mulher fotografasse a tela do computador.
Nesse momento, segundo a profissional, a paciente começou a gravá-la. Gisella pediu que a filmagem fosse interrompida e, na sequência, teria sido atacada. A enfermeira relatou ter sofrido socos, tapas e arranhões no rosto, tórax, pescoço e mãos.
VERSÃO DA PACIENTE
A mulher apresentou uma versão diferente sobre o confronto. Segundo ela, teria sido empurrada e segurada pelos cabelos durante a discussão.
O marido da paciente e funcionários da segurança do hospital intervieram e separaram as duas. Depois do episódio, as envolvidas foram encaminhadas à delegacia de Samambaia e posteriormente ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por procedimentos relacionados ao registro de lesões.
ÓRGÃOS COBRAM MAIS SEGURANÇA
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que tomou as providências necessárias após o episódio. Gisella registrou um boletim de ocorrência, recebeu acolhimento institucional e foi encaminhada para avaliação da Medicina do Trabalho.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também se manifestou sobre o caso e afirmou que agressões contra profissionais de saúde não devem ser tratadas como situações isoladas.
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A entidade defende medidas para reforçar a segurança nas unidades, incluindo a ampliação dos espaços de atendimento e a instalação de dispositivos de alerta, como um “botão do pânico”, para auxiliar profissionais em situações de risco.