Presidente Donald Trump adotou essa estratégia para afetar o comércio de petróleo na região, que é a principal fonte de renda do regime do ditador venezuelano
O bloqueio naval à Venezuela, ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira (16), foi projetado para atingir diretamente a principal fonte de renda do regime venezuelano: o petróleo. A medida representa um cerco econômico ao país que possui a maior reserva petrolífera do mundo, com 304 bilhões de barris, volume cinco vezes superior às reservas americanas. O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explica como essa estratégia dos americanos prejudica o ditador Nicolás Maduro
O cerco naval está concentrado na costa venezuelana, onde pelo menos três embarcações de guerra dos EUA já foram posicionadas. Pavão destaca ainda que a operação conta ainda com apoio da base militar de Roosevelt Roads, em Porto Rico, território americano, que foi reativada este ano após ficar desativada desde 2004. A região também abriga o que é considerado o maior porta-aviões do mundo, aumentando significativamente a presença militar americana no Caribe.
Embora o bloqueio tenha como alvo principal o comércio petrolífero, seus efeitos se estendem a outras atividades comerciais marítimas. A forte presença militar na região eleva os riscos para navios de carga, encarecendo ou até inviabilizando seguros marítimos para embarcações que precisam transitar pela área. "Esse fator cria um bloqueio indireto que afeta diversos tipos de transporte, não apenas os relacionados ao petróleo", diz Pavão.
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PRESSÃO SOBRE MILITARES QUE APOIAM MADURO
O bloqueio naval americano representa uma clara mensagem aos altos oficiais militares venezuelanos que sustentam o regime Maduro. Segundo o editor de Internacional da CNN, estes generais se beneficiam diretamente dos lucros provenientes da indústria petrolífera, e a estratégia de Trump visa testar a lealdade desses militares ao cortar suas fontes de renda.
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Ao asfixiar economicamente o regime, os Estados Unidos tentam influenciar a alta cúpula das Forças Armadas venezuelanas, elemento considerado decisivo para a manutenção de Maduro no poder. A mensagem implícita é questionar se, diante das perdas financeiras, continuará valendo a pena para esses generais manter seu apoio ao governo atual.
Fonte: CNN