Os microplásticos têm até cinco milímetros de diâmetro, são resultado da degradação de plásticos maiores e tem se tornado um problema grave
Presentes em oceanos, solos, alimentos e até no ar que respiramos, os microplásticos representam uma das ameaças mais preocupantes para o meio ambiente e a saúde humana. As minúsculas partículas, com até cinco milímetros de diâmetro, são resultado da degradação de plásticos maiores ou produzidas intencionalmente em tamanhos menores em embalagens de cosméticos ou produtos de higiene.
Nos oceanos, o problema é grave, pois afeta diretamente a cadeia alimentar marinha. O processo começa quando plânctons e peixes menores, que são a base do fluxo alimentar dos mares, ingerem microplásticos. Eles são contaminados pelas substâncias tóxicas liberadas pelas partículas e acabam infectando cada nível alimentício oceânico.
Os microplásticos também são facilmente confundidos com alimento por muitos animais maiores. Não é incomum encontrar peixes, tartarugas ou aves que sobrevoam ambientes marinhos ingerindo as mini partículas.
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O consumo delas pode causar sufocamento, desnutrição ou até a morte, além de levar a alterações no comportamento dos animais, prejudicando a capacidade de encontrar alimentos e atrapalhando processos importantes, como a reprodução.
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Além de serem invisíveis a olho nu, as partículas têm capacidade de se infiltrar em praticamente todos os ambientes do planeta. A ingestão do poluente pelos animais tem impactos diretos na cadeia alimentar e acaba nos afetando. Os seres humanos consomem microplásticos sem perceber, por meio de alimentos ou água contaminados.
Fonte: O Globo