O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deve ser o candidato do PSD à Presidência da República, mas considera que o movimento não deve provocar grandes alterações no cenário da corrida presidencial, na qual o petista pretende disputar um novo mandato.
Aliados de Lula entendem que Caiado não teria aceitado deixar o União Brasil para ingressar no PSD sem a garantia do presidente da legenda, Gilberto Kassab, de que poderá concorrer ao Palácio do Planalto. A filiação do governador goiano ao novo partido foi anunciada na noite de terça-feira.
Caiado vinha sinalizando insatisfação no União Brasil diante da resistência interna em confirmar sua candidatura presidencial. No PSD, porém, ele passa a integrar um partido que já conta com outros dois pré-candidatos ao Planalto: os governadores Ratinho Jr. e Eduardo Leite.
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Kassab afirmou que o nome do candidato presidencial do partido será definido até o dia 15 de outubro. A escolha caberá exclusivamente ao presidente da legenda, sem a realização de prévias internas.
Segundo aliados do presidente, Lula não deu grande importância à movimentação do PSD ao atrair Caiado. Nas projeções do entorno do Planalto, o governador de Goiás, mesmo que confirmado como candidato, não teria força suficiente para romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, avaliam, Caiado tenderia a apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro contra o petista.
Dentro do PSD, há setores com forte ligação com Lula e que devem apoiar a reeleição do presidente. É o caso dos diretórios do Rio de Janeiro, do Amazonas e de Pernambuco, que mantêm alinhamento com o governo federal.
Em entrevista ao jornal O Globo, Caiado afirmou já ter tratado com Kassab sobre a situação da Bahia, onde o PSD integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a tendência é que o diretório baiano seja liberado para manter a aliança com o grupo petista, enquanto o eventual candidato presidencial do PSD deverá apoiar ACM Neto, adversário do PT no estado.
No Rio de Janeiro, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), mantém alinhamento com Lula e deve atuar pela reeleição do presidente, o que dificulta uma atuação unificada do partido em torno de um nome próprio ao Planalto.
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Já no Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) é apontado como pré-candidato ao governo estadual com o apoio de Lula, reforçando a divisão interna do partido em relação à disputa presidencial.