Esta já é considerada a maior da história do país e caminha para se tornar também a mais letal
A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) chegou a uma sexta província nesta quinta-feira (13), aumentando a preocupação das autoridades de saúde com a velocidade de disseminação do vírus. O novo território afetado é Baixo Uele, no norte do país, região que faz fronteira com a República Centro-Africana.
Segundo as autoridades, uma pessoa morreu de Ebola em Baixo Uele depois de viajar a partir da província de Alto Uele, que já estava entre as áreas atingidas pela epidemia. O caso indica uma possível ampliação da circulação do vírus para regiões que ainda não haviam registrado infecções no atual surto.
O balanço mais recente aponta 4.566 casos confirmados e 2.128 mortes desde que a epidemia foi oficialmente declarada, em maio. O número de vítimas já se aproxima do registrado no surto de 2018 a 2020, que matou cerca de 2.300 pessoas na RDC.
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A epidemia começou na província de Ituri e posteriormente alcançou Kivu do Norte, Kivu do Sul, Alto Uele e Tshopo. A situação é considerada especialmente preocupante porque algumas das áreas afetadas são densamente povoadas, enfrentam conflitos armados e possuem infraestrutura de saúde limitada, o que dificulta o rastreamento de contatos e o atendimento aos pacientes.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que espera conseguir reverter a tendência de crescimento da epidemia nos próximos três meses. As autoridades também reforçaram os esforços para conter a transmissão e evitar que o vírus avance para outras regiões e países vizinhos.