Surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, contra o qual não existem vacinas nem tratamentos específicos homologados
O surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou a marca de 4 mil mortes, segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades do país. Até esta sexta-feira (2), foram contabilizados 4.018 óbitos e cerca de 8.300 casos confirmados, fazendo desta a maior e mais letal epidemia de Ebola já registrada no território congolês.
A doença é causada pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, identificada no início do surto, oficialmente declarado em maio. Os números mais recentes indicam uma taxa de letalidade de aproximadamente 48,4%, enquanto mais de 2 mil pacientes conseguiram se recuperar. A epidemia já alcançou sete províncias do país.
O surto começou na província de Ituri, no nordeste do Congo, e posteriormente avançou para outras regiões, incluindo Kivu do Norte. Apesar de sinais de redução da transmissão em algumas áreas de Ituri, as autoridades continuam registrando novos casos em outras partes do país, dificultando o controle da doença.
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A resposta das equipes de saúde também enfrenta dificuldades provocadas pela violência, deslocamento de moradores e falta de profissionais. Pelo menos 50 trabalhadores da área da saúde morreram desde o início da epidemia, enquanto atrasos no pagamento de salários provocaram protestos e greves em algumas regiões.
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O cenário é considerado especialmente grave porque o atual surto já superou a epidemia registrada no Congo entre 2018 e 2020 em número de mortes. No ranking histórico, o surto congolês fica atrás apenas da epidemia de Ebola que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, responsável por mais de 11 mil mortes em Guiné, Libéria e Serra Leoa.