Tribunal de Contas dá prazo de 15 dias para que Iges-DF apresente medidas para consertar aparelhos parados na UPA Ceilândia II.Tribunal de Contas dá prazo de 15 dias para que Iges-DF apresente medidas para consertar aparelhos parados na UPA Ceilândia II
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) apresente, em até 15 dias, uma solução para a falta de manutenção de equipamentos hospitalares na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ceilândia II.
Segundo o tribunal, ventiladores mecânicos, monitores cardíacos e outros aparelhos essenciais estão fora de funcionamento, o que compromete o atendimento à população. Há registros de equipamentos que permanecem parados há quase três anos.
O caso foi analisado após uma representação que apontou possíveis irregularidades no contrato de manutenção firmado entre o Iges-DF e a empresa WF Tecnologia Científica. O acordo, inicialmente avaliado em R$ 9,8 milhões, ultrapassou R$ 34 milhões após a assinatura de aditivos contratuais.
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De acordo com o conselheiro Renato Rainha, relator do processo no TCDF, a situação causa preocupação, principalmente porque existe contrato vigente para a manutenção dos equipamentos.
Durante a análise, o tribunal identificou falhas na execução dos serviços, justificativas consideradas insuficientes por parte da empresa responsável, além da ausência de inventário e de documentos obrigatórios sobre os aparelhos com defeito.
Entre os exemplos citados está um monitor cardíaco que permanece sem uso desde 20 de abril de 2023 após sofrer uma queda que danificou sua tela. A empresa responsável informou que a peça necessária para o reparo teria sido comprada no exterior, devido à indisponibilidade no Brasil, mas o equipamento segue sem conserto.
Outro caso envolve um ventilador mecânico utilizado para pacientes com dificuldades respiratórias. O aparelho apresentou falha na bateria em agosto de 2023 após um líquido derramado provocar curto-circuito. Desde então, o equipamento funciona apenas conectado à rede elétrica enquanto aguarda a substituição da bateria.
Para o conselheiro do TCDF, a justificativa de demora na importação de peças não explica o longo período sem solução. Segundo ele, mesmo itens vindos do exterior poderiam chegar ao país em poucos dias.
A investigação também aponta que, apesar de falhas na execução do contrato já terem sido identificadas, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal autorizou aditivos e reajustes considerados inadequados.
O documento do tribunal ainda destaca que a empresa ampliou sua atuação para o Hospital Cidade do Sol, também em Ceilândia, com aumentos contratuais que variam entre 6,35% e 28%.
A reportagem entrou em contato com o Iges-DF para obter posicionamento sobre o caso. Até o momento, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.