A atriz também pontuou que tornar essas histórias públicas é uma forma de inspirar outras mulheres negras
Durante o evento Negritudes Globo, realizado na última quinta-feira (15), no Rio de Janeiro, a atriz Erika Januza emocionou o público ao abrir o coração sobre um momento delicado de sua vida profissional. Mesmo com papéis de destaque na televisão e uma carreira que parecia consolidada, a artista revelou que enfrentou uma crise financeira profunda há alguns anos.
"Em 2016 não tinha dinheiro para pagar meu aluguel. Ia voltar para Minas Gerais porque não tinha dinheiro e já tinha feito novela, protagonista…", desabafou a atriz, diante de uma plateia atenta e visivelmente tocada com a franqueza do relato.
O episódio aconteceu depois de Erika ter estrelado a série Suburbia (2012), onde deu vida à protagonista, e ter integrado o elenco de produções como Copa Hotel, Em Família e Suburbanos. Ainda assim, a instabilidade da profissão, a escassez de oportunidades e os desafios estruturais enfrentados por artistas negros e periféricos fizeram com que ela quase desistisse da carreira artística.
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Mais do que uma lembrança pessoal, a fala da atriz se transformou em um potente discurso sobre resistência, ética e representatividade. Erika destacou que, apesar das dificuldades, sempre fez questão de trilhar seu caminho com honestidade e respeito aos seus princípios.
"Eu penso que fiz as coisas certas, com muita luta e com aquela sensação de colocar a cabeça no travesseiro. Não precisei passar por cima de ninguém, fui honesta, e acredito que é possível fazer as coisas dessa forma, sabe? E que, sendo uma mulher preta num país onde, por mais que sejamos a maioria, é possível, sim, conquistar o seu espaço. Não é fácil, não adianta romantizar, mas é possível. [Isso] é uma coisa que eu gosto muito de passar na minha carreira, na minha trajetória”, afirmou.
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Erika também pontuou que tornar essas histórias públicas é uma forma de inspirar outras mulheres negras que ainda enfrentam barreiras para ocupar espaços de destaque, especialmente no audiovisual brasileiro. Para ela, é preciso quebrar o mito da meritocracia e reconhecer as desigualdades que moldam os caminhos profissionais de pessoas negras no país.
Fonte: O Globo