Ataques dos Estados Unidos ao Irã elevam preço do barril ao maior salto diário desde 2020 e aumentam a cautela nas bolsas internacionais.
A intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte reação no mercado financeiro internacional nesta segunda-feira, impulsionando os preços do petróleo e aumentando a volatilidade das bolsas ao redor do mundo.
O barril do petróleo Brent, referência global, fechou o dia cotado a US$ 83,30, com alta de 9,59%, registrando seu maior avanço diário desde abril de 2020. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, encerrou o pregão a US$ 78,14 por barril, acumulando valorização de 9,42%.
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A disparada ocorreu após uma nova ofensiva militar norte-americana contra alvos iranianos. O aumento das tensões também reacendeu preocupações sobre a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo. Enquanto o Irã afirmou que a passagem permaneceria fechada por tempo indeterminado, forças navais ocidentais sustentaram que a navegação continuava operando normalmente.
Nos mercados acionários, o cenário foi de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o dia majoritariamente em queda, com destaque para a Bolsa de Seul, cujo índice Kospi despencou 8,95%, pressionado principalmente pelas ações do setor de tecnologia. A fabricante de semicondutores SK Hynix sofreu a maior queda de sua história, recuando 15,4%.
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Em contraste, os principais mercados europeus operaram em leve alta, enquanto os índices futuros de Wall Street apontavam perdas, refletindo a preocupação dos investidores com os desdobramentos do conflito e seus possíveis impactos sobre a economia mundial e o fornecimento de energia.