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Escola acusa ICE de usar criança de 5 anos como isca em operação contra imigrantes nos EUA
Foto: Divulgação

Caso envolvendo menino de cinco anos amplia críticas às ações do ICE e reacende debate sobre direitos humanos e imigração nos Estados Unidos.

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) teriam apreendido um menino de cinco anos durante uma operação de imigração em Minneapolis e utilizado a criança como forma de atrair outros imigrantes para dentro de uma residência. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (22) por autoridades do distrito escolar onde o garoto estuda.

 

O episódio ocorreu na terça-feira (20), durante uma ação para prender o equatoriano Adrian Conejo Arias, apontado pelo ICE como imigrante em situação irregular. Segundo a versão oficial, Adrian teria tentado fugir no momento da abordagem e deixado o filho, Liam Conejo Ramos, também equatoriano, para trás.

 

No entanto, de acordo com a superintendente do distrito escolar de Columbia Heights, Zena Stenvik, a operação aconteceu quando Adrian retornava para casa após buscar Liam na pré-escola. Após a prisão do pai, os agentes teriam solicitado que a própria criança batesse à porta da residência para verificar se havia mais pessoas no interior do imóvel.

 

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“Eles usaram Liam como isca”, afirmou Stenvik durante entrevista coletiva. “Por que apreender uma criança de cinco anos? Não há qualquer justificativa para tratar uma criança como se fosse um criminoso perigoso”, completou.

 

Ainda segundo a escola, um adulto que reside na casa cuja identidade não foi divulgada pediu aos agentes que deixassem o menino no local. O pedido teria sido recusado, e pai e filho foram levados juntos. A detenção ocorreu cerca de 20 minutos antes de o irmão mais velho de Liam, estudante do ensino fundamental, chegar em casa.

 

Em nota, o ICE afirmou que Adrian Conejo é um “imigrante ilegal liberado pelo governo Biden” e que pais detidos têm a opção de levar os filhos consigo durante o processo de deportação. A agência, no entanto, não esclareceu por que a criança não foi deixada sob os cuidados do outro adulto presente na residência.

 

O órgão também afirmou que imigrantes podem optar por deixar o país voluntariamente por meio do aplicativo CBP Home, recebendo um voo gratuito e um auxílio financeiro de US$ 2.600. Advogados especializados em imigração, porém, alertam que, após a deportação, é extremamente difícil obter autorização para retornar legalmente aos Estados Unidos.

 

A defesa da família contesta a versão oficial. Segundo o advogado, Adrian e Liam não estão em situação irregular e aguardam decisão sobre um pedido de asilo, tendo entrado legalmente no país. Ambos estão detidos em um centro do ICE em San Antonio, no Texas, a cerca de 2 mil quilômetros de Minneapolis.

 

A professora de Liam na pré-escola, Ella Sullivan, descreveu o aluno como “brilhante e muito carinhoso”. “Ele ilumina a sala quando chega”, disse. De acordo com a superintendente, esta já é a quarta criança do distrito escolar apreendida pelo ICE apenas neste mês, em meio a uma operação de grande escala contra imigrantes na cidade.

 

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As ações do ICE têm provocado protestos intensos em Minneapolis, especialmente após a morte da manifestante Renee Nicole Good, baleada por um agente durante uma abordagem. O governo Trump afirma que a mulher tentou atropelar o agente, mas análises independentes de imagens indicam que ela estava se afastando no momento do disparo. 

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