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Escolas do Amazonas vão transformar resíduos da merenda em energia e adubo
Foto: Divulgação

Projeto prevê instalação de biodigestores em 10 unidades de ensino e deve reaproveitar mais de 20 toneladas de resíduos orgânicos por ano.

Um projeto que utiliza tecnologia para transformar restos de alimentos em energia e adubo começou a ser implantado em escolas públicas do Amazonas. O programa Escolas do Futuro foi lançado nesta segunda-feira (10), na Escola Estadual Cid Cabral, localizada no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

 

A iniciativa prevê a instalação de sistemas de biodigestores em 10 unidades da rede estadual de ensino. A expectativa é beneficiar aproximadamente 5 mil estudantes, além de transformar a própria comunidade escolar em um espaço de aprendizado sobre sustentabilidade e reaproveitamento de resíduos.

 

Das escolas contempladas, quatro estão localizadas em Manaus e outras seis no interior do Estado. Os municípios de Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva receberão duas unidades cada.

 

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Os biodigestores instalados nas escolas terão a função de processar restos de alimentos provenientes principalmente da merenda escolar.

 

O material orgânico será utilizado na produção de biogás, que poderá ser aproveitado como combustível para o preparo das refeições, e de biofertilizante, destinado a hortas, jardins e outras áreas verdes das unidades de ensino.

 

Cada equipamento terá capacidade para processar até 10 quilos de resíduos por dia. A estimativa do projeto é reaproveitar mais de 20 toneladas de material orgânico anualmente, reduzindo a quantidade de resíduos encaminhados para descarte.

 

Na Escola Estadual Cid Cabral, escolhida como unidade piloto, são preparadas cerca de 750 refeições diariamente para aproximadamente 250 estudantes. A previsão é que cerca de 250 quilos de resíduos orgânicos sejam reaproveitados todos os meses por meio do sistema.

 

TECNOLOGIA TAMBÉM SERÁ UTILIZADA COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL

 

Além da redução de resíduos, o projeto pretende levar conceitos de sustentabilidade para dentro da rotina escolar.

 

A utilização dos biodigestores permitirá que alunos e professores acompanhem, na prática, o processo de transformação da matéria orgânica em energia e fertilizante.

 

A proposta também aborda conceitos relacionados à economia circular e à bioeconomia, mostrando aos estudantes como materiais que normalmente seriam descartados podem voltar ao ciclo produtivo.

 

Dessa forma, a escola passa a funcionar não apenas como local de instalação da tecnologia, mas também como ambiente para atividades pedagógicas relacionadas à preservação ambiental e ao uso responsável dos recursos.

 

SINÉSIO CAMPOS DEFENDE AMPLIAÇÃO DO PROJETO

 

O deputado estadual Sinésio Campos (PT), presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), participou do lançamento do projeto.

 

Durante o evento, o parlamentar defendeu que a iniciativa seja ampliada para outras unidades de ensino do Estado e afirmou que pretende levar a discussão para o plenário da Assembleia Legislativa.

 

Segundo Sinésio, o reaproveitamento de resíduos pode gerar benefícios ambientais e também criar novas possibilidades de utilização de recursos que normalmente seriam descartados.

 

“Não podemos mais transformar o lixo em doença. Podemos transformar resíduos em energia e, inclusive, em oportunidades de geração de renda”, afirmou o deputado. O parlamentar também destacou o papel dos estudantes na disseminação das práticas de sustentabilidade.

 

“Os professores e, principalmente, os alunos são multiplicadores. Esse projeto mostra que há um caminho. Vou levar e replicar essa experiência no Parlamento”, declarou.

 

PROJETO COMEÇA PELA CAPITAL E PELO INTERIOR

 

A implantação dos biodigestores contempla escolas de diferentes regiões do Amazonas. Além de quatro unidades em Manaus, o projeto chegará a seis escolas do interior, distribuídas entre Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva.

 

A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir o volume de resíduos orgânicos produzidos pelas escolas e, simultaneamente, gere recursos que possam ser utilizados na própria rotina das unidades.

 

Com a transformação dos restos de alimentos em biogás e biofertilizante, o projeto busca integrar educação ambiental, geração de energia e reaproveitamento de resíduos em uma mesma iniciativa.

 

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A expansão para outras escolas dependerá da avaliação dos resultados obtidos nas unidades inicialmente contempladas. 

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