Projeto prevê instalação de biodigestores em 10 unidades de ensino e deve reaproveitar mais de 20 toneladas de resíduos orgânicos por ano.
Um projeto que utiliza tecnologia para transformar restos de alimentos em energia e adubo começou a ser implantado em escolas públicas do Amazonas. O programa Escolas do Futuro foi lançado nesta segunda-feira (10), na Escola Estadual Cid Cabral, localizada no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.
A iniciativa prevê a instalação de sistemas de biodigestores em 10 unidades da rede estadual de ensino. A expectativa é beneficiar aproximadamente 5 mil estudantes, além de transformar a própria comunidade escolar em um espaço de aprendizado sobre sustentabilidade e reaproveitamento de resíduos.
Das escolas contempladas, quatro estão localizadas em Manaus e outras seis no interior do Estado. Os municípios de Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva receberão duas unidades cada.
Veja também
.jpg)
CIEE oferece 134 vagas de estágio e aprendizagem no Amazonas
Enem 2026: 7 temas de redação que podem aparecer na prova
Os biodigestores instalados nas escolas terão a função de processar restos de alimentos provenientes principalmente da merenda escolar.
O material orgânico será utilizado na produção de biogás, que poderá ser aproveitado como combustível para o preparo das refeições, e de biofertilizante, destinado a hortas, jardins e outras áreas verdes das unidades de ensino.
Cada equipamento terá capacidade para processar até 10 quilos de resíduos por dia. A estimativa do projeto é reaproveitar mais de 20 toneladas de material orgânico anualmente, reduzindo a quantidade de resíduos encaminhados para descarte.
Na Escola Estadual Cid Cabral, escolhida como unidade piloto, são preparadas cerca de 750 refeições diariamente para aproximadamente 250 estudantes. A previsão é que cerca de 250 quilos de resíduos orgânicos sejam reaproveitados todos os meses por meio do sistema.
TECNOLOGIA TAMBÉM SERÁ UTILIZADA COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL
Além da redução de resíduos, o projeto pretende levar conceitos de sustentabilidade para dentro da rotina escolar.
A utilização dos biodigestores permitirá que alunos e professores acompanhem, na prática, o processo de transformação da matéria orgânica em energia e fertilizante.
A proposta também aborda conceitos relacionados à economia circular e à bioeconomia, mostrando aos estudantes como materiais que normalmente seriam descartados podem voltar ao ciclo produtivo.
Dessa forma, a escola passa a funcionar não apenas como local de instalação da tecnologia, mas também como ambiente para atividades pedagógicas relacionadas à preservação ambiental e ao uso responsável dos recursos.
SINÉSIO CAMPOS DEFENDE AMPLIAÇÃO DO PROJETO
O deputado estadual Sinésio Campos (PT), presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), participou do lançamento do projeto.
Durante o evento, o parlamentar defendeu que a iniciativa seja ampliada para outras unidades de ensino do Estado e afirmou que pretende levar a discussão para o plenário da Assembleia Legislativa.
Segundo Sinésio, o reaproveitamento de resíduos pode gerar benefícios ambientais e também criar novas possibilidades de utilização de recursos que normalmente seriam descartados.
“Não podemos mais transformar o lixo em doença. Podemos transformar resíduos em energia e, inclusive, em oportunidades de geração de renda”, afirmou o deputado. O parlamentar também destacou o papel dos estudantes na disseminação das práticas de sustentabilidade.
“Os professores e, principalmente, os alunos são multiplicadores. Esse projeto mostra que há um caminho. Vou levar e replicar essa experiência no Parlamento”, declarou.
PROJETO COMEÇA PELA CAPITAL E PELO INTERIOR
A implantação dos biodigestores contempla escolas de diferentes regiões do Amazonas. Além de quatro unidades em Manaus, o projeto chegará a seis escolas do interior, distribuídas entre Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva.
A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir o volume de resíduos orgânicos produzidos pelas escolas e, simultaneamente, gere recursos que possam ser utilizados na própria rotina das unidades.
Com a transformação dos restos de alimentos em biogás e biofertilizante, o projeto busca integrar educação ambiental, geração de energia e reaproveitamento de resíduos em uma mesma iniciativa.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A expansão para outras escolas dependerá da avaliação dos resultados obtidos nas unidades inicialmente contempladas.