Kevin Warsh, ex-diretor do Fed, assume o cargo no lugar de Jerome Powell – desafeto de Donald Trump e alvo de duras críticas do republicano
O economista e financista Kevin Warsh foi escolhido pelo presidente Donald Trump para assumir o comando do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em meio a um dos momentos mais delicados da economia americana.
Ex-diretor do próprio Fed entre 2006 e 2011, Warsh ganhou notoriedade durante a crise financeira de 2008 e agora retorna à instituição com a missão de controlar a inflação, lidar com pressões políticas e definir os rumos dos juros da maior economia do planeta.
Aos 56 anos, o novo presidente do Fed é visto pelo mercado como um nome experiente, com forte ligação ao setor financeiro e trânsito dentro de Wall Street. Formado em Stanford e Harvard, ele também atuou em fundos bilionários de investimento após deixar o banco central americano.
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Trump escolheu Warsh em um momento de críticas constantes ao ex-presidente do Fed, Jerome Powell, acusado pela Casa Branca de manter juros elevados por muito tempo. Apesar disso, o novo comandante afirmou que pretende preservar a independência do banco central.
Nos bastidores, investidores acompanham com atenção os primeiros passos de Warsh, principalmente diante do risco de novos aumentos da inflação nos Estados Unidos por causa da alta do petróleo e das tensões internacionais.
Especialistas avaliam que a chegada de Warsh pode provocar mudanças importantes na forma como o Fed comunica decisões sobre juros e política monetária. O economista já criticou publicamente estratégias adotadas pelo banco central nos últimos anos e defende uma atuação mais rígida no combate à inflação.
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A nomeação também teve forte repercussão política nos Estados Unidos e foi aprovada pelo Senado em uma das votações mais divididas da história recente do Fed.