Estaríamos desaprendendo a escrever à mão por causa dos teclados? No dia a dia digital, escrever com papel e caneta pode parecer cada vez mais incomum. Mas o "antigo método" ainda traz vantagens
Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular.
Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível, afinal, passa por uma verificação na escola.
Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das habilidades de escrita e o aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar durante a pandemia do Coronavírus só pioraram a situação.
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Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida, mais legível e menos cansativa.
Uma interação mais forte foi mensurável nas áreas do cérebro responsáveis ??pelo desempenho da memória e pelo processamento de informações motoras e visuais. Além disso, ao escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e ajusta a posição dos dedos em tempo real.
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Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado, diz o estudo.
Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas, às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo. Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

Fotos: Reprodução
Nestes tempos virtuais, nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito, fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente – ou com certa relutância – nos comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou – sobretudo entre os mais jovens – por mensagens de voz virou a regra.
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Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração.
Fonte: G1