Segundo informações do Metrópoles, contrato foi firmado em 2023 e prosseguiu até setembro de 2025, quando Lewandowski era ministro da Justiça
O escritório de advocacia associado ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, recebeu cerca de R$ 5 milhões em pagamentos do Banco Master por serviços de consultoria jurídica, mesmo após sua nomeação para o cargo no governo federal.
O contrato, firmado em 28 de agosto de 2023, previa pagamentos mensais de R$ 250 mil ao escritório por serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico. Acordos desse tipo seguiram até setembro de 2025, totalizando aproximadamente R$ 6,5 milhões ao longo de sua vigência, dos quais cerca de R$ 5,25 milhões foram pagos após Lewandowski já ocupar o Ministério da Justiça — mesmo ele oficialmente afastado da sociedade da banca.
Apesar da continuidade dos repasses, a atuação efetiva do ex-ministro no contrato foi mínima: ele participou de apenas duas reuniões do Comitê Estratégico do banco durante todo o período. Após assumir o cargo no governo, Lewandowski deixou formalmente a sociedade de advocacia em 17 de janeiro de 2024, com a gestão do escritório passando para seus filhos, que continuaram a representar a empresa nos serviços prestados ao Master.
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A contratação teria ocorrido após consulta à direção do banco, com o nome de Lewandowski recomendado pelo líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA). A assessoria do ex-ministro afirmou que ele suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ao aceitar o convite para o ministério e que, por isso, não atuou diretamente no contrato depois de assumir o cargo público.

Foto: Reprodução
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A divulgação das informações reacendeu o debate sobre relações entre interesses privados e atuação de agentes públicos, em um cenário de atenção às práticas de transparência e conduta de membros do governo.