Previsão da Nasa é que a cápsula da Artemis II chegue à Terra nessa sexta-feira (10/4), às 21h07. Tripulação deverá pousar em meio ao mar
O escudo térmico da cápsula Orion, peça fundamental da missão Artemis II, tem sido apontado como um dos elementos mais críticos para garantir a segurança dos astronautas durante o retorno à Terra. A estrutura será responsável por suportar temperaturas extremas que surgem no momento da reentrada na atmosfera, quando a nave atinge altíssimas velocidades.
Durante essa fase, considerada a mais perigosa de toda a missão, a cápsula enfrenta calor intenso causado pelo atrito com o ar, podendo ultrapassar milhares de graus Celsius. Sem a proteção adequada, o risco de falha seria fatal, como já ocorreu em acidentes históricos da exploração espacial.
O material utilizado no escudo térmico é o Avcoat, já empregado em missões do programa Apollo. No entanto, testes anteriores levantaram preocupações: na missão Artemis I, realizada sem tripulação, foram identificados danos inesperados, como rachaduras e desgaste da superfície durante a reentrada.
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Segundo a NASA, esses problemas foram causados por gases presos no material, o que comprometeu parte da proteção térmica. Para a Artemis II, a agência optou por ajustes na trajetória de retorno, tornando a descida mais direta e reduzindo o tempo de exposição ao calor extremo, em vez de substituir totalmente o escudo.

Apesar das modificações e dos testes adicionais realizados, o tema ainda gera debate entre especialistas. Enquanto a NASA afirma que a estrutura é segura e capaz de suportar condições ainda mais severas do que as previstas, alguns engenheiros e ex-profissionais da agência demonstram cautela quanto ao uso do mesmo modelo de escudo em uma missão tripulada.

Fotos: Reprodução
A Artemis II marca a primeira missão com astronautas a viajar além da órbita baixa da Terra em mais de 50 anos, desde o fim do programa Apollo. O voo tem duração prevista de cerca de 10 dias e servirá como etapa essencial para futuras missões que pretendem levar humanos novamente à superfície da Lua.
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Com isso, o desempenho do escudo térmico não será apenas uma questão técnica, mas um teste decisivo para o futuro da exploração espacial tripulada — especialmente para os próximos passos do programa Artemis.