Especialista diz que estado generalizado de exaustão é um desgaste emocional constante
O psicanalista José Abadi descreveu o estado generalizado de exaustão que surge em dezembro e enfatizou que não se trata apenas de falta de energia, mas de um desgaste emocional constante.
— É como se toda a energia que se tem para realizar tarefas estivesse funcionando com capacidade reduzida — explicou.
Abadi explicou que, embora haja sempre uma permissão social para relaxar no final do ano, desta vez "estamos um pouco mais distantes" , porque a incerteza "transformou-se numa preocupação permanente sobre o que vai acontecer, como se isto pudesse tornar-se perigoso, negativo, prejudicial".
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Segundo ele, essa passagem transforma o equilíbrio normal de fim de ano em um estado de alerta, tensão e alarme, um circuito que “leva a um maior cansaço e exigências sobre si mesmo” e favorece o conhecido “esgotamento profissional”.
POR QUE FICAMOS EXAUSTOS NO FINAL DO ANO?

Abadi alertou que o ambiente atual, saturado de estímulos , “com um fluxo contínuo de informações que nos sobrecarrega”, aumenta o esgotamento e afeta o sono. Ele destacou a necessidade de “regular nossa receptividade — o quê, quanto e em que horário” — porque, se as preocupações forem revividas antes de dormir, o corpo e a mente não descansam adequadamente.
O psicanalista afirmou que a exaustão também é um alerta.
— Quando você percebe que está exausto, sobrecarregado, inseguro, com uma insatisfação subjacente… significa que você precisa começar a cuidar de si mesmo, começar a se levar em consideração, parar de se cobrar demais, reconhecer os limites, afastar-se da patologia produtiva da sociedade — afirmou.
RECOMENDAÇÕES PARA O FINAL DO ANO

Fotos: Reprodução
O especialista sugeriu que o final do ano sirva como um momento de reflexão.
— O ideal é cuidar de si e prestar atenção à sua saúde todos os dias, não deixar para a última hora, pois talvez você nem tenha mais forças para respirar — disse.
Ele também recomendou que o check-up não seja feito individualmente, mas em grupo.
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— As pessoas têm o dever de cuidar de si mesmas porque têm o direito de ser felizes. Se você tem a possibilidade de ser feliz, não terá insatisfação crônica. Se você não tem insatisfação crônica, os perigos não aparecerão em todos os lugares e você poderá desfrutar do seu potencial para se relacionar, se conectar, se divertir, ter prazer e usar a sua imaginação — encerrou ele.
Fonte: O Globo