Seleção de Didier Deschamps havia vencido seis partidas e atravessado todo o torneio sem precisar buscar uma virada
A França ficou atrás no placar pela primeira vez nesta Copa do Mundo. A Espanha marcou primeiro na semifinal desta terça-feira, com um gol de pênalti de Mikel Oyarzabal, e colocou a equipe de Didier Deschamps diante de um cenário inédito em sua campanha.
Os franceses haviam disputado seis partidas sem estar em desvantagem em nenhum momento. A mesma escrita pertencia à Espanha, fazendo das duas seleções as únicas semifinalistas que ainda não tinham precisado perseguir o resultado no torneio.
A França chegou ao confronto com seis vitórias, 14 gols marcados e apenas dois sofridos. Mesmo quando encontrou adversários capazes de equilibrar os jogos, conseguiu abrir o placar e conduzir a partida nas condições que mais favoreciam suas características.
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A vantagem permitia a Deschamps explorar a velocidade do ataque. Com Mbappé, Dembélé e Olise, os franceses podiam baixar as linhas, oferecer a posse ao adversário e atacar os espaços deixados nas costas da defesa.
O gol espanhol obrigou a equipe a abandonar parte dessa zona de conforto. Pela primeira vez na Copa, a França teve de aumentar o número de jogadores no campo ofensivo e se expor diante de uma seleção especialista em manter a bola.
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A necessidade de reação também colocou à prova uma campanha praticamente perfeita. Em busca da terceira final consecutiva, os franceses passaram a precisar de algo que ainda não haviam realizado nesta edição: reagir depois de sofrer o primeiro golpe.