A Espanha anunciou que fornecerá ajuda humanitária a Cuba por meio do sistema das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira após reunião, em Madrid, entre o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla.
Segundo comunicado da chancelaria espanhola, o apoio será destinado às áreas de alimentação e produtos sanitários de primeira necessidade. No entanto, não foram divulgados prazos nem valores do auxílio.
Cuba enfrenta uma grave crise energética após a interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela, cenário agravado pela queda do regime de Nicolás Maduro. A situação se tornou ainda mais delicada diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países que vendam petróleo à ilha.
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O governo norte-americano avalia que a suspensão do envio de cerca de 27 mil barris diários de petróleo venezuelano pode acelerar o colapso do regime cubano. Sempre que questionado sobre o tema, Trump afirma que Cuba “parece estar prestes a cair”.
A crise é considerada a mais severa desde a revolução de 1959, com apagões frequentes, escassez de alimentos e medicamentos e forte redução das reservas em moeda estrangeira. O governo cubano implementou medidas emergenciais, como restrições na venda de combustível e redução do transporte público.
Especialistas avaliam que, apesar das críticas ao embargo dos Estados Unidos, a ajuda concreta à ilha tem sido limitada. México, Chile e Rússia estão entre os poucos países que se posicionaram publicamente contra a ofensiva americana, embora o apoio financeiro prometido por Moscou seja visto como incerto.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou intenção de retomar o envio de petróleo, mas, até o momento, os embarques se restringem a produtos básicos, como leite em pó.
A Nicarágua, aliada histórica de Havana, concordou em fechar uma das principais rotas de exilados cubanos, enquanto a Guatemala anunciou a retirada de médicos cubanos que atuavam no país.
Em nota, o governo espanhol informou que a situação cubana após o endurecimento do embargo americano foi discutida durante o encontro diplomático. Em publicação nas redes sociais, o chanceler Bruno Rodríguez afirmou que Cuba está disposta a fortalecer o diálogo político, econômico e comercial com a Espanha, destacando o “complicado contexto internacional atual”.
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Enquanto isso, a economia cubana segue pressionada por fatores internos e externos, em um cenário de isolamento crescente no novo contexto geopolítico global.