Todo mundo se entende: apesar das particularidades, as duas variações de espanhol tem a mesma estrutura
Espanha e Argentina dividem muito mais do que a vaga na final da Copa do Mundo. Além de disputarem o título neste domingo, os dois países carregam uma ligação histórica marcada pela mesma língua e pela relação entre colonizador e colônia. Apesar das semelhanças, cada nação desenvolveu sua própria identidade, principalmente na forma de falar espanhol.
Na Argentina, o idioma ganhou características próprias ao longo dos séculos, com mudanças influenciadas principalmente pela chegada de milhões de imigrantes europeus, especialmente italianos. Segundo especialistas, o espanhol argentino continua sendo a mesma língua do espanhol europeu, mas apresenta diferenças no sotaque, na pronúncia e em diversas expressões usadas no dia a dia.
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A influência italiana foi tão forte que ajudou a criar fenômenos linguísticos como o cocoliche e o lunfardo, uma variação popular do espanhol de Buenos Aires. O lunfardo ficou conhecido por suas palavras invertidas e pela presença nas letras de tango, com termos como “vesre”, vindo de “revés”, e outras expressões que se tornaram marcas da cultura argentina.
Todo mundo se entende: apesar das particularidades,
as duas variações de espanhol tem a mesma estrutura
Enquanto os argentinos construíram um jeito próprio de falar, os espanhóis mantiveram características do espanhol europeu, com diferenças de vocabulário e pronúncia. Termos usados no futebol também mostram essa distância: na Espanha, o goleiro é chamado de “portero”, enquanto na Argentina é comum ouvir “arquero”; torcedores são “aficionados” para os espanhóis e “hinchas” para os argentinos.
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Dentro de campo, porém, a linguagem será a mesma: a busca pelo título mundial. Espanha e Argentina chegam à final carregando suas tradições, estilos e identidades, em um duelo que coloca frente a frente duas culturas ligadas pela história, mas separadas por formas únicas de enxergar o futebol e o próprio idioma.