Jovem teve eutanásia autorizada após anos de dor crônica e trauma, incluindo relato de estupro coletivo
A jovem espanhola Noelia Castillo, de 25 anos, morreu após passar por um procedimento de eutanásia autorizado na Espanha, encerrando uma longa batalha judicial que durou cerca de dois anos.
Noelia ficou paraplégica em 2022, após uma tentativa de suicídio motivada por um episódio de violência sexual. Desde então, enfrentava dores crônicas intensas, limitações físicas severas e sofrimento psicológico contínuo.
O pedido de morte assistida foi feito em 2024 e aprovado por uma comissão médica da Catalunha, conforme a legislação espanhola, que permite a eutanásia em casos de sofrimento considerado intolerável e condição clínica irreversível.
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Apesar da autorização, o processo foi marcado por disputas judiciais. O pai da jovem tentou impedir o procedimento, alegando que ela não teria condições psicológicas de tomar a decisão. O caso percorreu diversas instâncias, incluindo tribunais superiores e até o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que rejeitou os recursos.
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Após mais de 600 dias de espera, a decisão final foi mantida, e Noelia teve seu pedido atendido em uma unidade de cuidados assistidos, onde vivia. O caso repercutiu internacionalmente e reacendeu discussões sobre o direito à morte assistida, limites da intervenção familiar e os critérios legais para a eutanásia em diferentes países.