A coluna Claudia Meireles conversou com um nutricionista para entender se o consumo do chocolate pode comprometer a saúde
Até chegar à mesa, um alimento é submetido a inúmeros processos. Nesse complexo sistema de produção, há até o risco de intoxicação por metais pesados oriundos de agrotóxicos. Um estudo da revista Frontiers in Nutrition analisou 72 chocolates e produtos à base de cacau e constatou a presença de uma porcentagem alarmante de chumbo, cádmio e arsênio.
Ao longo de oito anos, os pesquisadores se debruçaram sobre itens como chocolate amargo e achocolatados, e constatou os riscos atrelados à contaminação desses produtos. Para entender como os resultados do estudo afetam a população, a coluna Claudia Meireles conversou com o nutricionista Matheus Maestralle.
No rol dos produtos analisados, o estudo verificou que o chocolate amargo continha mais metais pesados que os outros itens, tendo constatado o excesso em 71%. Apesar dos pesquisadores avaliarem apenas mercadorias oriundas do cacau, Maestralle entende que a preocupação quanto à contaminação por metais pesados também está presente em outros alimentos.
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Para o especialista, os novos dados são importantes para garantir que a população tenha mais consciência quanto às escolhas de alimentação. Uma vez contaminados, esses chocolates podem induzir alguns processos de danos oxidativos ao organismo, “contribuindo para o desenvolvimento de doenças como disfunção renal, doenças neurológicas, problemas endócrinos e até câncer”, alerta o expert ideia não é coibir o consumo de chocolates. “Todos nós amamos chocolate, mas é importante consumi-lo com moderação”, salientou.
Foto: Reprodução
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Matheus Maestralle concorda com a afirmação do autor e sugere que os consumidores tenham um olhar cuidadoso ao ir às compras. “Considero que, por vezes, é mais importante as pessoas se preocuparem com a alimentação diária, verificando a origem dos vegetais e tubérculos, do que o chocolate em si. É importante lembrar que o doce faz parte da sobremesa, um alimento que não é consumido em quantidades expressivas”, finaliza.
Fonte: Saúde em Dia