Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic disse que a inteligência artificial pode representar um risco real para o futuro da humanidade
Especialistas ouvidos sobre o avanço da inteligência artificial afirmam que, apesar da evolução dos sistemas, ainda não existem evidências de que as máquinas tenham desenvolvido uma forma de vida própria, consciência ou autonomia semelhante à de um organismo. A avaliação ocorre em meio ao debate sobre os riscos do desenvolvimento acelerado da tecnologia.
Pesquisadores destacam que uma IA pode simular personalidades, adaptar a linguagem ao usuário e produzir respostas que parecem demonstrar preferências ou sentimentos. Essas características, porém, não são consideradas evidências de consciência. Segundo especialistas, os sistemas atuais continuam funcionando a partir de modelos computacionais treinados com grandes volumes de dados.
O cenário considerado mais concreto envolve o aumento da autonomia das ferramentas. Sistemas de IA já conseguem executar tarefas em sequência, escrever códigos, analisar informações, controlar equipamentos e auxiliar pesquisas científicas. Ainda assim, trabalhos complexos normalmente dependem de supervisão humana, principalmente para verificar resultados e corrigir erros.
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Os especialistas também alertam que não é necessário que uma IA tenha consciência para provocar problemas. Sistemas automatizados podem ser usados em fraudes, ataques cibernéticos, manipulação de informações, decisões equivocadas ou aplicações militares. Por isso, mecanismos de supervisão, testes, auditorias e limites de acesso são apontados como medidas importantes para reduzir riscos.
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O assunto ganhou espaço no debate internacional e também foi discutido durante a Assembleia Geral da ONU. A preocupação está relacionada ao fato de que a capacidade dos sistemas avança rapidamente, enquanto as regras de segurança e fiscalização ainda estão sendo desenvolvidas. Para pesquisadores, o desafio é permitir o avanço da tecnologia sem retirar dos seres humanos o controle sobre decisões de maior risco.