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Especialistas alertam: cor das listras não identifica cobra coral verdadeira e pode colocar vidas em risco
Foto: Divulgação

Biólogos reforçam que a única atitude segura ao encontrar uma cobra com esse padrão é manter distância e acionar os órgãos responsáveis.

A crença de que é possível identificar uma cobra coral verdadeira pela sequência de cores de seus anéis é um mito que pode colocar vidas em risco. Especialistas alertam que essa regra, popular em outros países, não se aplica à fauna brasileira e pode levar pessoas a manusearem animais peçonhentos por engano.

 

No Brasil, existem 38 espécies de corais-verdadeiras, muitas delas com padrões de coloração diferentes dos tradicionalmente conhecidos. Além disso, diversas espécies de corais-falsas apresentam cores muito semelhantes às das peçonhentas, tornando praticamente impossível fazer uma identificação segura apenas pela aparência.

 

Segundo biólogos, características como o tamanho dos olhos, o formato da cabeça e da cauda só podem ser observadas de perto, o que torna qualquer tentativa de identificação visual extremamente perigosa.

 

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A orientação é considerar toda cobra com esse tipo de coloração como potencialmente venenosa. Em caso de encontro com o animal, a recomendação é manter distância, afastar crianças e animais domésticos e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental para realizar o resgate de forma segura.

 

A semelhança entre corais verdadeiras e falsas é resultado de um fenômeno conhecido como mimetismo. Espécies sem veneno desenvolveram uma coloração semelhante à das peçonhentas como estratégia de defesa para afastar predadores.

 

Outro mito bastante difundido é que a coral verdadeira teria dificuldade para inocular veneno por possuir dentes pequenos. Especialistas explicam que os dentes ficam localizados na parte frontal da boca e são capazes de injetar uma toxina neurotóxica potente, que atua diretamente no sistema nervoso.

 

Os primeiros sintomas de uma picada podem incluir visão embaçada, dificuldade para falar, queda das pálpebras e perda progressiva dos movimentos. Sem atendimento médico rápido e aplicação do soro antielapídico, o quadro pode evoluir para insuficiência respiratória.

 

As corais costumam viver escondidas sob folhas, troncos, pedras e galerias subterrâneas, sendo encontradas principalmente em áreas da Amazônia, da Mata Atlântica e em regiões rurais ou periurbanas.

 

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Em caso de acidente, a vítima deve lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Especialistas alertam que não se deve fazer torniquetes, cortar o ferimento, tentar sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras, práticas que podem agravar o quadro e dificultar o tratamento. 

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