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Eleições 2026
Especialistas alertam para avanço de fake news com uso de IA nas eleições de 2026
Foto: Divulgação

Inteligência artificial deve ampliar desafios da Justiça Eleitoral no combate à desinformação e manipulação digital.

O uso da Inteligência Artificial nas eleições deste ano tem preocupado especialistas e deve ser um dos principais desafios enfrentados pelo Tribunal Superior Eleitoral sob a presidência do ministro Nunes Marques.

 

De acordo com analistas ouvidos pela Agência Brasil, o avanço da tecnologia pode aumentar a disseminação de notícias falsas e conteúdos manipulados em um cenário marcado pela polarização política e pelo baixo nível de letramento digital da população.

 

O advogado eleitoral Jonatas Moreth, mestre em Direito Constitucional, comparou o combate à desinformação ao sistema de controle antidoping no esporte. Segundo ele, as práticas de manipulação evoluem constantemente e costumam avançar mais rápido do que os mecanismos de fiscalização.

 

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Já o professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, avalia que a capacidade da Justiça Eleitoral de enfrentar o problema dependerá da disponibilidade de equipes técnicas preparadas para lidar com ferramentas cada vez mais sofisticadas de manipulação digital.

 

Entre as prioridades anunciadas por Nunes Marques para sua gestão no TSE está justamente o enfrentamento dos impactos negativos da inteligência artificial no processo eleitoral.

 

Além disso, o ministro também pretende ampliar o diálogo com os tribunais regionais eleitorais e garantir equilíbrio no debate público durante as campanhas.

 

Especialistas avaliam que a atuação da Justiça Eleitoral poderá seguir linhas diferentes: uma postura mais rígida no combate à desinformação ou um modelo mais flexível em relação à liberdade de expressão.

 

Para Jonatas Moreth, existe preocupação quando o ambiente eleitoral deixa de ser espaço de debate de ideias e passa a ser dominado por ofensas e informações falsas.

 

Marcus Ianoni também destacou que a liberdade de expressão possui limites previstos em lei, principalmente em casos de mentiras, calúnia, difamação e injúria.

 

Outro ponto citado pelos especialistas é a preocupação com pesquisas eleitorais fraudulentas. Segundo Ianoni, além das regras já existentes, será necessário reforçar a fiscalização para evitar levantamentos clandestinos capazes de influenciar o eleitorado.

 

A legislação brasileira exige que pesquisas eleitorais sejam registradas na Justiça Eleitoral e apresentem informações técnicas como metodologia, amostragem e identificação do estatístico responsável.

 

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Mesmo assim, especialistas defendem mecanismos mais eficientes de auditoria e fiscalização para garantir maior transparência e confiabilidade durante o processo eleitoral. 

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