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Especialistas alertam para riscos de fungos e infecções em barbas sem higiene adequada
Foto: Divulgação

Coceira, falhas nos pelos e vermelhidão podem indicar problemas dermatológicos causados pelo acúmulo de sujeira e umidade

A barba deixou de ser apenas uma questão de estilo e passou também a exigir atenção com a saúde da pele. Médicos dermatologistas alertam que a falta de higiene adequada na região pode favorecer a proliferação de fungos, bactérias e outros microrganismos, aumentando o risco de infecções e doenças dermatológicas.


Segundo especialistas, fatores como calor, umidade, oleosidade e acúmulo de resíduos criam um ambiente propício para o desenvolvimento de problemas na pele do rosto. Entre as condições mais comuns está a tínea da barba, conhecida como micose da barba, causada por fungos que atingem os pelos e a pele da região.


A dermatologista Andressa Vargas, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que hábitos simples podem aumentar o risco de contaminação. Não secar a barba corretamente após o banho, utilizar produtos em excesso sem higienização adequada e tocar a região com as mãos sujas estão entre os principais fatores.

 

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Além das micoses, a barba mal cuidada também pode favorecer quadros de dermatite seborreica, foliculite e até infecções oportunistas em pessoas com baixa imunidade. O dermatologista Alessandro Alarcão afirma que os pelos dificultam a limpeza completa da pele e facilitam a permanência de microrganismos na região.


Os especialistas alertam que nem toda irritação significa micose, mas alguns sinais merecem atenção, como coceira intensa, vermelhidão persistente, descamação, falhas nos pelos, fios quebradiços, presença de pus e lesões que aumentam com o passar dos dias.


A transmissão também pode ocorrer por meio do compartilhamento de objetos pessoais, como lâminas de barbear, toalhas, escovas e produtos cosméticos. O contato com animais infectados ou superfícies contaminadas também pode favorecer o aparecimento de infecções.


O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e pode incluir o uso de antifúngicos tópicos ou medicamentos orais. Em situações mais intensas, a raspagem da barba pode ser recomendada para facilitar a ação dos remédios.

 

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Para evitar complicações, dermatologistas orientam manter uma rotina simples de cuidados, com lavagem diária da barba, secagem adequada após o banho e atenção à higiene em barbearias. Em casos de sintomas persistentes, a recomendação é procurar avaliação médica para diagnóstico correto e tratamento adequado. 

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