NOTÍCIAS
Cultura e Eventos
Espetáculo Amazonense ‘as cores da américa latina’ chega a Portugal após 104 apresentações no Brasil
Foto: Divulgação

Montagem da Cia. Panorando está em cartaz em Recife e terá seis apresentações e seis oficinas em cidades portuguesas a partir de 24 de setembro

O espetáculo “As Cores da América Latina”, da companhia amazonense Panorando, segue ampliando sua circulação pelo Brasil e pelo exterior. Desde a estreia, em 2023, a montagem já contabiliza 104 apresentações em festivais, mostras e temporadas realizadas em diferentes regiões brasileiras.

 

Atualmente, o espetáculo está em cartaz na Caixa Cultural de Recife, onde as apresentações ocorrem até esta sexta-feira (19), com ingressos esgotados. Na sequência, a companhia inicia uma circulação internacional por Portugal, com seis apresentações e seis oficinas programadas entre os dias 24 de setembro e 11 de outubro.

 

A agenda portuguesa inclui passagens por Coimbra, no dia 24 de setembro; Penafiel, no dia 25; Mafra, no dia 29; Santarém, em 2 de outubro; Alcanena, no dia 9; e Loulé, em 11 de outubro.

 

Veja também 

 

Cultura no DNA: Titãs volta aos palcos da Nilton Lins após show histórico na década de 90

 

Feito pipa é escolhido para representar o brasil no oscar 2027

 

A montagem nasceu de uma pesquisa sobre manifestações culturais de diferentes países da América Latina. Entre as referências utilizadas pelos artistas estão o Cavalo Marinho, tradição brasileira; a Fiesta de la Tirana, do Chile; e a Huaconada, do Peru.

 

Outro elemento importante da criação é o Fofão, personagem tradicional do carnaval de São Luís, no Maranhão. A figura serve como inspiração para a construção da narrativa do chamado “último Fofão da Terra”.

 

Sem diálogos falados, o espetáculo utiliza o corpo, os movimentos e a coreografia como principais ferramentas para conduzir a história. Máscaras, figurinos, cenografia e outros elementos visuais também têm papel central na construção da narrativa.

 

“Usamos essas manifestações como referências para construir uma celebração da cultura popular e das características que aproximam diferentes tradições da América Latina. A história é contada essencialmente pelo corpo, pela movimentação e pela coreografia, sem o uso de texto, sempre articulados a uma narrativa”, explica Fábio Moura, que divide a direção da obra com Talita Menezes.

 

A proposta também busca provocar uma reflexão sobre a identidade cultural do Brasil dentro do contexto latino-americano e sobre a importância dos festejos populares na formação das tradições da região.

 

A identidade visual do espetáculo é marcada por cores vibrantes, em sintonia com o próprio título da montagem. A cenografia foi pensada para permitir que a obra seja apresentada em diferentes espaços, incluindo teatros, ruas e praças.

 

Pernas de pau, máscaras coloridas e figurinos marcantes completam a estética da montagem. O figurino foi inspirado no personagem Matheus, tradicional do Cavalo Marinho, e recebeu reconhecimento no Festival de Teatro da Amazônia, com o prêmio de melhor figurino. As máscaras também foram premiadas na mesma edição, na categoria de visagismo.

 

“O figurino foi inspirado no Matheus, personagem tradicional do Cavalo Marinho, e é algo de que temos muito orgulho. No ano passado, ele recebeu o prêmio de melhor figurino no Festival de Teatro da Amazônia. As máscaras também tiveram reconhecimento no mesmo festival, na categoria de visagismo, e são fundamentais para criar essa presença cênica tão forte”, afirma Fábio Moura.

 

A temporada na Caixa Cultural de Recife conta com patrocínio da própria instituição. Ao longo da trajetória da montagem, a companhia também passou por festivais, mostras e instituições culturais de diferentes estados brasileiros, incluindo unidades do Sesc em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

 

Para a companhia, a participação em festivais e mostras tem sido fundamental para levar a produção amazonense a outras regiões e ampliar o alcance do espetáculo.

 

“Os festivais e as mostras são fundamentais para que uma produção como essa consiga chegar a diferentes regiões. O Sesc tem sido um parceiro muito importante, assim como a Caixa Cultural. São instituições que ajudam a movimentar a produção cultural e a ampliar o alcance dos trabalhos artísticos”, destaca Moura.

 

A circulação por Portugal também terá atividades formativas. Além das seis apresentações, a programação contará com seis oficinas voltadas à troca de conhecimentos e experiências com artistas e públicos locais.

 

Três das oficinas serão dedicadas à confecção de máscaras utilizando a técnica de upcycling, com reaproveitamento de tecidos, aviamentos e outros materiais que fizeram parte de figurinos e produções anteriores.

 

Outra atividade será voltada ao jogo e à utilização das máscaras em cena, com exercícios práticos de composição e compartilhamento de processos criativos desenvolvidos pela companhia.

 

“As oficinas de máscaras trabalham justamente com o reaproveitamento de materiais que poderiam ser descartados. Além disso, vamos compartilhar exercícios relacionados ao uso da máscara e ao jogo cênico, permitindo que os participantes conheçam um pouco dos procedimentos que fazem parte da criação do espetáculo”, explica o diretor.

 

A interação com o público também faz parte do processo de desenvolvimento da montagem. Ao fim de algumas temporadas, especialmente na última apresentação, a companhia promove conversas com os espectadores para ouvir comentários, interpretações e diferentes percepções sobre o espetáculo.

 

De acordo com a produção, esse contato tem contribuído para o aprimoramento da obra e para o desenvolvimento de novos trabalhos da companhia. A montagem também já recebeu análises de profissionais da crítica especializada e foi destaque em publicações voltadas às artes cênicas.

 

“Escutar as pessoas depois das apresentações nos ajuda a perceber outras leituras possíveis para o trabalho. Essa troca, junto com o que aparece nas críticas, acaba alimentando o nosso processo e contribuindo para repensarmos o espetáculo e também as próximas criações do grupo”, conclui Fábio Moura.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
 

FICHA TÉCNICA

 

Direção: Fábio Moura e Talita Menezes


Coreografia: criação coletiva


Intérpretes-criadores: Ana Carol Nunes, Lidi Lopes, Fernando C. Branco, Miguel Campos, Reysson Brandão e Talita Menezes


Visualidades: Fábio Moura


Pesquisa e edição musical: Talita Menezes


Figurino: Talita Menezes e Lú de Menezes


Produção e iluminação: Fábio Moura 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.