Médica é apontada como chefe de grupo criminoso que envolvia a própria família. Defesa dos suspeitos contestou todas as acusações
A condenação da médica Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro a 16 anos e seis meses de prisão marcou o desfecho de uma extensa investigação que desvendou uma organização criminosa familiar especializada no tráfico de maconha em Feira de Santana, na Bahia, e região. A operação, que resultou em prisões e apreensão de bens estimados em R$ 50 milhões, teve como episódio mais dramático a morte do patriarca Rener Manoel Umbuzeiro durante confronto com a Polícia Federal em fevereiro deste ano.
As investigações, que se estenderam por cinco anos, revelaram uma sofisticada estrutura de crime organizado que ia desde o cultivo ilegal da maconha até a lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis de alto padrão. A família Umbuzeiro, originária do sertão pernambucano, teria se estabelecido em Feira de Santana no início dos anos 2000, transformando a cidade em base de operações de um esquema que se estendia por vários estados do Nordeste.
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O caso chamou atenção também pela participação ativa de Larissa, médica formada em instituição privada com mensalidades de R$ 12 mil, que ostentava vida luxuosa nas redes sociais enquanto seu pai mantinha perfil discreto, evitando até mesmo aparecer em fotos familiares. A investigação apontou que os recursos para manter esse padrão de vida viriam do tráfico, com a família utilizando contas de parentes e empresas de fachada para lavar o dinheiro.
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A operação policial que desmantelou o esquema ocorreu em 21 de fevereiro do ano passado, com cumprimento de mandados em nove cidades. Rener Umbuzeiro, considerado o líder da organização, morreu após troca de tiros com agentes da PF em uma fazenda na região de Morpará. Segundo relatos policiais, ele teria disparado três vezes contra os oficiais antes de ser neutralizado.
Fonte: Metrópoles