O presidente dos EUA, Donald Trump
O governo dos Estados Unidos abriu investigações comerciais contra 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por supostas falhas no combate ao trabalho forçado na produção de bens exportados. A decisão foi anunciada pelo Escritório de Comércio da Casa Branca e utiliza a chamada Seção 301 da legislação comercial americana.
Segundo o governo americano, a apuração vai analisar se esses países adotam medidas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. Autoridades afirmam que empresas e trabalhadores dos Estados Unidos podem estar sendo prejudicados ao competir com produtores estrangeiros que teriam custos menores por causa dessa prática.
A lista inclui tanto países em desenvolvimento quanto aliados tradicionais dos EUA, como Israel, Canadá, Reino Unido e Japão.
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A ofensiva ocorre após o governo do presidente Donald Trump sofrer uma derrota na Suprema Corte, que considerou ilegais tarifas lobais impostas anteriormente pelo país. Depois da decisão, Washington anunciou uma tarifa universal de 10% sobre parceiros comerciais por até 150 dias usando outro instrumento legal.
O Brasil já é alvo de uma investigação semelhante desde julho do ano passado, quando os Estados Unidos abriram um processo amplo que analisa temas como o sistema de pagamentos Pix, venda de produtos falsificados e outras questões comerciais.
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Pelas regras da Seção 301, governos, empresas e entidades podem apresentar defesa por escrito. O prazo para envio de manifestações termina em 15 de abril e as audiências estão previstas para 28 de abril.