De acordo com informações divulgadas, a decisão foi tomada após o avanço de investigações no Supremo Tribunal Federal que envolvem o nome de Eduardo
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro passou a integrar uma nova estratégia política articulada pelo Partido Liberal (PL) visando as eleições de 2026. Em vez de disputar diretamente uma vaga no Senado por São Paulo, ele deve ocupar a posição de primeiro suplente, em um movimento que busca garantir sua participação política e, ao mesmo tempo, facilitar um eventual retorno ao Brasil com menor risco jurídico.
De acordo com informações divulgadas, a decisão foi tomada após o avanço de investigações no Supremo Tribunal Federal que envolvem o nome de Eduardo. Diante desse cenário, a cúpula do partido optou por retirar sua candidatura principal e reposicioná-lo como suplente na chapa liderada por André do Prado, que deve concorrer ao Senado pelo estado de São Paulo.
A mudança é vista como uma manobra estratégica. Atualmente fora do país, Eduardo permanece nos Estados Unidos enquanto enfrenta questionamentos judiciais no Brasil. A ideia, segundo aliados, é que ele participe da campanha à distância e só retorne ao território brasileiro após o processo eleitoral, já na condição de suplente eleito — o que poderia lhe garantir maior segurança jurídica e eventual acesso a foro privilegiado.
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Nos bastidores, o plano também revela a influência que o ex-deputado ainda exerce dentro do partido. Mesmo fora do país, ele continua sendo uma peça central nas decisões do PL em São Paulo, inclusive participando da definição de nomes e alianças políticas. Lideranças da sigla chegaram a viajar aos Estados Unidos para discutir diretamente com ele os rumos da candidatura ao Senado.
A estratégia, no entanto, não é consenso dentro do próprio campo bolsonarista. Parte dos apoiadores mais ideológicos vê com ressalvas a substituição de uma candidatura direta de Eduardo por um nome considerado mais moderado, interpretando a decisão como resultado de pressões jurídicas e acordos políticos.
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Esse movimento evidencia como o cenário eleitoral de 2026 já começa a ser moldado por fatores além das urnas, incluindo disputas judiciais e articulações partidárias complexas. Ao optar por uma posição de suplência, Eduardo Bolsonaro tenta manter influência política ativa enquanto administra os riscos legais que cercam sua situação atual.