Igor Melo de Carvalho, de 31 anos, perdeu um rim em decorrência do tiro e passou por cirurgia para reparar o estômago e as costas
Após perder um rim e precisar de uma cirurgia para reparar o estômago e a musculatura das costas, o estudante Igor Melo de Carvalho, de 31 anos, teme agora por sua saúde mental. Fisicamente ele está se reconstruindo, mas tem dúvidas se conseguirá a ser quem era antes, após ser perseguido e baleado por um policial militar reformado.
"Eu só quero voltar a ser feliz", disse Igor em entrevista ao Fantástico, programa da TV Globo, exibido no último domingo, 9. "Fisicamente, graças a Deus, eu vejo que eu estou muito bem. Muito bem mesmo. Mas psicologicamente, acho que a reconstrução vai ser muito grande ainda. E muito árdua", complementou.
O estudante trabalhava como garçom na noite do ocorrido e havia acabado de sair do trabalho em uma casa de samba, na Zona Norte do Rio de Janeiro, quando foi perseguido junto com o mototaxista que o levava para casa. Na faculdade de Jornalismo e Publicidade, Igor participa de transmissões esportivas online.
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"Eu sinto que eu nasci pra ser jornalista. Eu vou conseguir. Eu sou muito alegre e muito feliz. Eu acho que agora o meu maior medo, assim, é... Eu espero que não, mas é perder essa alegria", afirmou.
Junto com ele, o motociclista Thiago Marques Gonçalves também guarda o trauma daquela madrugada. Ele não chegou a ser atingido por nenhum tiro, mas ficou preso por dois dias por engano. Os dois foram confundidos com autores de um roubo de celular.Thiago não trabalha desde o incidente. Sua moto está no conserto e ele perdeu o celular no meio da perseguição.
"Eu sou pai de duas crianças, trabalhador. Trabalho desde os meus 13 anos de idade. E eu sou isso aí. Sou trabalhador, sou sobrevivente, acima de tudo. A gente quer que o cara que causou isso tudo pague pelo que ele fez. Porque eu paguei por algo que ele fez. Eu fiquei preso", contou à emissora.
O policial militar reformado Carlos Alberto de Jesus, autor dos disparos, está sendo investigado pela corregedoria da corporação. Seu advogado afirmou que ele estava atendendo a um pedido de sua namorada, Josilene da Silva Souza, que teria sido assaltada na região.
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Em um primeiro depoimento, eles afirmaram terem visto uma arma com Igor. Mas, no segundo, os dois corrigiram a informação e a mulher disse ter visto "um volume na cintura" do estudante, que deduziu se tratar de uma arma.
Fonte:Terra