Polícia Civil afirma que universitário apresentava sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro e teria assumido o risco de provocar a morte da vítima.
Um estudante de Medicina, de 23 anos, foi indiciado por homicídio com dolo eventual pela morte de um motociclista de 38 anos em Maringá, no Paraná. Segundo a Polícia Civil, Rodolfo Rodrigo Notario foi atingido pelo carro conduzido pelo universitário e acabou sendo arrastado por alguns metros após a colisão.
O enquadramento do investigado foi alterado durante o andamento do inquérito. Inicialmente, o caso era apurado como lesão corporal grave na direção de veículo automotor. Com o avanço das investigações e a análise dos elementos reunidos, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento por homicídio com dolo eventual.
Nessa modalidade, a pessoa não necessariamente deseja provocar a morte, mas assume o risco de que o resultado possa acontecer.
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De acordo com os investigadores, o estudante apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Para a polícia, a combinação entre a condução do veículo sob possível efeito de álcool e as circunstâncias da colisão indicaria que o motorista assumiu o risco de provocar um resultado fatal.
O acidente aconteceu no dia 23 de agosto. O estudante dirigia o automóvel no mesmo sentido em que seguia Rodolfo, quando o carro atingiu a motocicleta.
Após a batida, porém, o motorista não teria parado para prestar socorro. A moto e o motociclista ficaram presos à parte dianteira do veículo e foram arrastados pela via durante alguns metros.
Em determinado momento, Rodolfo caiu sobre a pista, enquanto o carro continuou o deslocamento com a motocicleta presa à frente do automóvel.
Imagens de câmeras de segurança foram utilizadas pelos investigadores para reconstruir a sequência do acidente. Os registros mostram momentos posteriores à colisão e auxiliaram a Polícia Civil na análise da dinâmica da ocorrência.
Com a reunião das provas e informações obtidas durante o inquérito, a investigação deixou de considerar apenas a possibilidade de lesão corporal grave e passou a tratar o caso como homicídio com dolo eventual.
O indiciamento representa a conclusão da investigação policial sobre a possível responsabilidade criminal do estudante, mas não significa condenação. A situação ainda deverá ser analisada pelo Ministério Público e pela Justiça.