Manifestação ocorre durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas e reúne entidades estudantis que pedem a retomada das recargas gratuitas e uma solução para o impasse no transporte escolar
Estudantes de Manaus realizam, nesta quinta-feira (5), uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na zona Centro-Sul da capital, para cobrar a retomada do Passe Livre Estudantil. O benefício teve as recargas suspensas no início da semana, provocando mobilização de alunos da rede pública e de instituições de ensino superior.
O ato começou às 8h e ocorre durante uma audiência pública na Aleam, convocada para discutir os impactos da interrupção do transporte gratuito e buscar alternativas para garantir o deslocamento dos estudantes até as escolas e universidades.
A mobilização é organizada pela União Estadual dos Estudantes (UEE-AM), pela União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas (UESA), pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). As entidades reúnem representantes de diferentes instituições de ensino.
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Os manifestantes defendem que a gratuidade no transporte coletivo é fundamental para garantir o acesso e a permanência dos alunos nas salas de aula. Segundo o movimento estudantil, a suspensão dos créditos pode comprometer a frequência escolar de pessoas que não têm condições financeiras de pagar as passagens diariamente.
A interrupção foi anunciada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que aponta divergências financeiras envolvendo os repasses do Governo do Amazonas. O sindicato cobra valores referentes ao serviço prestado, enquanto o Executivo estadual afirma que os pagamentos de 2026 estão em dia e que as cobranças anteriores são discutidas judicialmente.
O impasse também envolve questionamentos sobre valores e a comprovação da quantidade de passagens utilizadas. Enquanto as empresas defendem a necessidade dos repasses para manter o benefício, o governo estadual contesta parte dos valores apresentados pelo setor de transporte.
Na quarta-feira (4), a Defensoria Pública do Amazonas informou que obteve decisão judicial favorável ao restabelecimento das recargas. A determinação estabelece prazo de 24 horas após a intimação para que o sistema volte a funcionar plenamente, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão.
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Durante a manifestação desta quinta-feira, os estudantes buscam diálogo com representantes do poder público e do setor de transporte para garantir a retomada do benefício. As entidades defendem a abertura de uma mesa de negociação e afirmam que os alunos não devem ser prejudicados por divergências administrativas e financeiras entre os responsáveis pelo serviço.