Modelo indica que o Cajon Pass, ponto onde os dois sistemas de falhas se aproximam, poderia favorecer um terremoto conjunto, com impacto em uma área maior. Pesquisadora que liderou o trabalho afirma que o resultado não prevê data e que a mensagem central
Um novo estudo científico colocou especialistas em alerta ao apontar que as falhas de Falha de San Andreas e Falha de San Jacinto, no sul da Califórnia, atingiram — e em alguns trechos até ultrapassaram — o maior nível de tensão dos últimos mil anos.
A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Geophysical Research: Solid Earth, reconstruiu por computador o histórico de terremotos da região para estimar quanta energia está atualmente acumulada no subsolo.
Uma das maiores preocupações dos pesquisadores está no Cajon Pass, região onde as duas falhas geológicas se aproximam. Segundo o estudo, esse ponto pode permitir que um eventual rompimento se propague de uma falha para outra, aumentando a força e a área de impacto de um terremoto.
Veja também

Tipo de lavoura define quais mamíferos sobrevivem na Mata Atlântica
Financiamento climático avança, mas ainda está longe do necessário para conter o aquecimento global
Caso isso aconteça, especialistas estimam que um tremor poderia alcançar magnitude entre 7,4 e 7,8, com potencial para afetar áreas densamente povoadas como Los Angeles, San Bernardino e Riverside.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/W/AaG3XpRR6bQkVJySyiqQ/afp-20260624-2283050380-v1-midres-partsofsanandreasfaultathigheststresslevelin1.jpg)
Veículos cruzam o Cajon Pass, na Califórnia, região onde
as falhas de San Andreas e San Jacinto se encontram.
(Foto: Mario Tama/Getty Images North America)
Apesar do alerta, os cientistas fazem questão de destacar que o estudo não prevê quando um terremoto poderá ocorrer. Segundo a geofísica Liliane Burkhard, os dados mostram apenas que as condições físicas para um grande abalo estão presentes.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Os pesquisadores reforçam que a principal mensagem do estudo não é pânico, mas preparação. Autoridades devem considerar esse cenário em planos de prevenção, reforçando estruturas como prédios, estradas e redes de energia para minimizar possíveis impactos de um grande terremoto.