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Estudo alerta para riscos de fragilidade em idosos que usam canetas para emagrecimento
Foto: Divulgação

Pesquisa aponta que pacientes acima de 65 anos em tratamento com tirzepatida devem ser acompanhados de perto para prevenir perda muscular, desnutrição e desidratação.

Um estudo realizado nos Estados Unidos acendeu um alerta sobre a necessidade de monitoramento mais rigoroso de idosos que utilizam medicamentos para emagrecimento à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. A pesquisa indica que pacientes com 65 anos ou mais podem apresentar sinais de fragilidade, como perda de massa muscular, desnutrição, desidratação e redução da força física, fatores que aumentam o risco de complicações de saúde.

 

O levantamento foi conduzido pela empresa norte-americana de análise de dados nference e avaliou informações médicas de aproximadamente 55 mil idosos. Desse total, cerca de 30 mil utilizavam tirzepatida para tratamento da obesidade, enquanto os demais faziam uso de outros medicamentos para diabetes tipo 2 ou haviam sido submetidos à cirurgia bariátrica.

 

Os pesquisadores observaram que casos de perda muscular, desnutrição, desidratação e diminuição do apetite ocorreram em uma pequena parcela dos pacientes, mas os riscos aumentavam conforme a idade, a presença de outras doenças e a intensidade da perda de peso, especialmente quando ela ultrapassava 20% do peso corporal.

 

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Segundo o estudo, entre os usuários de tirzepatida que desenvolveram desnutrição, o risco de morte durante o período de acompanhamento foi significativamente maior em comparação com aqueles que não apresentaram essa condição. Situações semelhantes foram observadas em pacientes que desenvolveram desidratação ou perda acentuada de massa muscular, além de um aumento nas hospitalizações e internações em unidades de terapia intensiva.

 

Apesar dos resultados, os autores ressaltam que esses eventos foram incomuns e afirmam que a pesquisa não comprova que a tirzepatida seja a causa direta das complicações. Eles explicam que o aparecimento desses problemas pode refletir o agravamento de doenças já existentes, a redução das reservas fisiológicas do organismo ou uma alimentação inadequada durante o processo de emagrecimento.

 

Os especialistas destacam que os benefícios dos medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 continuam sendo relevantes no tratamento da obesidade e do diabetes. No entanto, reforçam que, entre idosos, o uso deve ser acompanhado de avaliação médica frequente, alimentação rica em proteínas, hidratação adequada e prática de exercícios de fortalecimento muscular para reduzir o risco de sarcopenia e fragilidade.

 

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A pesquisa também chama atenção para a importância de monitorar a qualidade da perda de peso, e não apenas a quantidade de quilos eliminados. Segundo os autores, preservar a massa muscular é fundamental para manter a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida da população idosa durante o tratamento. 

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