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Estudo aponta aumento de reações alérgicas raras à vacina qdenga e reforça aplicação em unidades de saúde
Foto: Divulgação

Pesquisa identificou taxa maior de anafilaxia do que a esperada, mas especialistas e fabricante reforçam que a vacina continua sendo segura e eficaz.

Um estudo publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical acendeu um alerta sobre a aplicação da vacina Qdenga, utilizada na prevenção da dengue. A pesquisa identificou uma taxa de reações alérgicas graves, conhecidas como anafilaxia, superior à registrada anteriormente, reforçando a recomendação de que o imunizante seja aplicado apenas em unidades de saúde preparadas para atender possíveis emergências.

 

O levantamento analisou a vacinação realizada em Belo Horizonte entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025. Durante o período, foram aplicadas cerca de 145 mil doses da vacina e registrados nove casos de anafilaxia, o equivalente a 61,6 ocorrências por milhão de doses aplicadas. Todos os pacientes receberam atendimento médico, apresentaram recuperação completa e tiveram alta em menos de 24 horas.

 

Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam que a reação continua sendo considerada rara e que os dados não alteram o perfil de segurança da vacina. O principal objetivo do estudo é reforçar que a imunização seja realizada em locais com estrutura adequada para o atendimento imediato de possíveis reações alérgicas.

 

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A farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, afirmou que o estudo representa um recorte regional e não modifica as evidências de segurança do imunizante. Segundo a empresa, mais de 10 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil, e a recomendação permanece sendo a administração da vacina exclusivamente em ambientes de saúde devidamente estruturados, como postos do SUS, clínicas, laboratórios e farmácias autorizadas.

 

O Ministério da Saúde também mantém a orientação de que pessoas com histórico de alergias graves sejam avaliadas antes da vacinação. Além disso, recomenda que todos os vacinados permaneçam em observação por pelo menos 15 minutos após a aplicação, prazo que pode chegar a 30 minutos para quem apresenta antecedentes de reações alérgicas severas.

 

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A pasta ressalta que a vacinação contra a dengue continua sendo uma importante estratégia de prevenção da doença e que os casos de anafilaxia registrados até o momento foram tratados com sucesso, sem deixar sequelas. As autoridades reforçam que o benefício da imunização segue sendo maior do que o risco de eventos adversos raros. 

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