Pesquisa do governo sul-coreano aponta possível relação com exposição à radiação, mas ressalta que ligação ainda não foi comprovada
Um estudo conduzido pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul identificou alterações cromossômicas em quase 30% dos desertores norte-coreanos que viveram nas proximidades do complexo de testes nucleares de Punggye-ri, principal área de testes atômicos da Coreia do Norte.
A pesquisa acompanhou, em 2025, 59 desertores que moravam em cidades próximas ao local dos testes antes de deixarem o país. Desses, 26 apresentaram mutações genéticas compatíveis com possível exposição à radiação. Desde o início do levantamento, há cinco anos, 214 pessoas foram examinadas, e 64 tiveram alterações cromossômicas semelhantes.
Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam que o estudo não comprova uma relação direta entre as mutações e os testes nucleares. Outros fatores, como tabagismo, condições ambientais e estilo de vida, também podem ter influenciado as alterações observadas.
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Os cientistas avaliam que uma eventual exposição à radiação pode ter ocorrido por meio da água ou do ar contaminados nas áreas próximas ao centro de testes. Até o momento, porém, nenhum dos participantes foi diagnosticado com câncer normalmente associado à radiação.
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Os resultados reforçam a preocupação internacional com os possíveis impactos à saúde da população que viveu nas proximidades de instalações nucleares norte-coreanas e devem servir de base para novas pesquisas sobre os efeitos de longo prazo da exposição ambiental à radiação.