Descoberta científica redefine mapa da sensibilidade masculina e amplia debate sobre saúde sexual.
Um estudo publicado na revista científica Andrology identificou uma região do pênis que pode ser considerada o equivalente masculino ao chamado “ponto G”. Trata-se do chamado delta do frênulo, uma pequena área triangular localizada na junção entre a glande e o corpo do órgão.
Segundo os pesquisadores, essa região concentra uma grande quantidade de terminações nervosas, com ramos perineais e dorsais que se sobrepõem, formando uma zona altamente sensível e especializada em gerar sensações prazerosas.
O termo foi inicialmente proposto em 2001 pelo pesquisador neozelandês Ken McGrath, devido ao formato triangular da área. No vértice dessa estrutura está o frênulo conhecido popularmente como “freio” que conecta o prepúcio ao pênis.
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A pesquisa, liderada por Alfonso Cepeda-Emiliani, da Universidade de Santiago de Compostela, analisou o desenvolvimento da região em 30 fetos, entre 8 e 24 semanas de gestação, além de 14 adultos. Os cientistas observaram que, embora o nervo dorsal do pênis já esteja presente nas primeiras semanas, a maior parte dos receptores sensoriais se desenvolve a partir da 16ª semana.
Os resultados também desafiam conceitos tradicionais da anatomia, que apontavam a glande como a área mais sensível. De acordo com o estudo, o delta do frênulo apresenta maior densidade de receptores táteis, organizados em agrupamentos mais complexos.
Especialistas que não participaram da pesquisa, como o urologista Eric Chung, destacam que a região funciona como uma “zona sensorial intensificada”, justificando a comparação com o “ponto G” masculino.
A descoberta também reacende discussões sobre a circuncisão, já que o delta do frênulo está localizado justamente na área onde o procedimento é realizado. Dependendo da técnica, pode haver impacto nas terminações nervosas e, consequentemente, na sensibilidade.
Pesquisadores e médicos ressaltam que a remoção do prepúcio deve ocorrer apenas por indicação clínica, já que se trata de um tecido com função sensorial importante.
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O estudo ainda aponta a necessidade de ampliar as pesquisas sobre a anatomia sexual feminina, especialmente da vulva e do clitóris, áreas que ainda são pouco compreendidas cientificamente.