Pesquisa com mais de 430 mil pacientes indica que a bariátrica apresentou resultados mais duradouros e eficazes do que medicamentos GLP-1 no tratamento da obesidade.
Um estudo apresentado durante o encontro anual da American Society for Metabolic and Bariatric Surgery revelou que a cirurgia bariátrica continua oferecendo resultados superiores aos medicamentos da classe GLP-1 no tratamento da obesidade e de doenças associadas.
A pesquisa foi conduzida por especialistas da Yale School of Medicine em parceria com outras universidades norte-americanas. Os cientistas analisaram dados de mais de 430 mil pacientes e compararam os efeitos da cirurgia metabólica e bariátrica com o uso das chamadas canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e do Diabetes Tipo 2.
De acordo com os resultados, ambos os tratamentos apresentaram benefícios importantes, porém a cirurgia bariátrica demonstrou desempenho superior em todos os critérios avaliados. Após um ano, os pacientes submetidos ao procedimento cirúrgico registraram perda de peso mais de 20% maior em relação aos que utilizaram medicamentos GLP-1.
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Além da redução de peso, a cirurgia também apresentou melhores índices de remissão de doenças relacionadas à obesidade. Os pesquisadores identificaram diferenças significativas no controle do diabetes tipo 2, da hipertensão e do colesterol alto quando comparados aos pacientes tratados apenas com os medicamentos.
Os autores do estudo destacam, no entanto, que os remédios GLP-1 não devem ser encarados como substitutos diretos da cirurgia. Segundo os especialistas, as canetas emagrecedoras ampliaram as possibilidades de tratamento, principalmente para pacientes que não podem ou não desejam passar por cirurgia, mas os resultados tendem a depender da continuidade do uso.
A pesquisa também aponta que a interrupção dos medicamentos, seja por efeitos colaterais, custo elevado ou dificuldade de acesso, pode reduzir parte dos benefícios conquistados. Já a cirurgia bariátrica costuma apresentar efeitos mais duradouros, sobretudo em pacientes com obesidade severa.
Os cientistas reforçam ainda que não existem, até o momento, ensaios clínicos randomizados comparando diretamente os medicamentos GLP-1 com a cirurgia bariátrica, o que torna necessários novos estudos para identificar quais estratégias funcionam melhor em cada perfil de paciente.
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Apesar dos resultados favoráveis à cirurgia, os pesquisadores alertam que nenhum tratamento é universal. A escolha entre bariátrica e medicamentos deve levar em consideração o grau da obesidade, doenças associadas, histórico clínico e acompanhamento médico especializado a longo prazo.