Pesquisadores analisaram o comportamento de felinos quando ficavam sozinhos em casa
Gatos podem desenvolver comportamentos associados à ansiedade ou ao estresse quando ficam longe de seus tutores, segundo pesquisas sobre a relação entre felinos domésticos e seus cuidadores. Apesar de muitas vezes serem vistos como animais independentes, estudos mostram que eles podem estabelecer vínculos importantes com as pessoas e reagir à separação.
Uma pesquisa com 223 gatos identificou comportamentos relacionados à separação em 13,45% dos animais avaliados. Entre os sinais observados estavam destruição de objetos, vocalização excessiva, urina fora do local habitual, apatia, agressividade e manifestações de agitação ou ansiedade.
Outro estudo, publicado no periódico Behavioural Processes, analisou as respostas de 133 gatos à separação de seus tutores. Os pesquisadores encontraram diferentes padrões de comportamento, incluindo reações à saída do cuidador, protestos quando o acesso à pessoa era impedido, alterações na eliminação e respostas negativas após o período de separação.
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Os sinais, porém, não significam necessariamente que todo gato que apresenta alguma alteração quando o tutor sai de casa tenha um transtorno de ansiedade de separação. Especialistas alertam que o comportamento felino pode ter diferentes causas e que o diagnóstico deve considerar o conjunto de sinais apresentados pelo animal e seu ambiente.
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Por isso, mudanças repentinas de comportamento, como miados excessivos, eliminação inadequada, destruição de objetos, alterações no apetite ou isolamento, merecem atenção. A avaliação de um médico-veterinário pode ajudar a diferenciar ansiedade, estresse, problemas ambientais e possíveis doenças que também provocam mudanças no comportamento dos gatos.