A descoberta surgiu após análise de imagens subterrâneas do Zhurong, um equipamento chinês de exploração espacial
Um estudo publicado pela revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" nesta segunda-feira (24) sugeriu a existência de praias e oceanos em Marte há bilhões de anos. A descoberta surgiu após análise de imagens subterrâneas do Zhurong, um equipamento chinês de exploração espacial.
"Zhurong foi enviado para o sul de Utopia Planitia, perto de locais onde as paleolitorais foram mapeadas a partir de dados de satélite", afirmou o dr. Benjamin Cardenas, coautor da pesquisa da Penn State University, conforme o jornal britânico "Daily Mail".
Segundo o artigo, os resultados das terras baixas do norte de Marte são semelhantes aos obtidos em linhas costeiras na Terra usando radar de penetração no solo. Ambas indicam características inclinadas, com um ângulo semelhante a um oceano.
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Os traços descobertos podem sugerir outros tipos de atividades naturais, elas não explicam os dados coletados. "Nós descartamos vulcões, rios e dunas de areia sopradas pelo vento. Todas essas são vistas com bastante frequência em Marte, mas a estrutura simplesmente não se encaixa em nenhuma delas", disse Cardenas.
Benjamin também reforçou a possibilidade da existência de vida no planeta. Uma praia é uma interface entre água rasa, ar e terra. "É nesses tipos de ambientes que se pensa que a vida surgiu pela primeira vez na Terra, e acho que seria um ótimo lugar para enviar uma missão de acompanhamento em busca de sinais de vida passada", concluiu.
EXISTÊNCIA DE CONTINENTES EM MARTE
O estudo surge dias após uma pesquisa indicando que fragmentos de granito encontrados em um meteorito podem ser determinantes para a hipótese de que havia continentes em Marte há 4,4 bilhões de anos, assim como na Terra.
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A origem dos 400 kg de rochas coletadas em todo o mundo foi determinada principalmente graças aos "gases raros que ficaram presos em algumas dessas rochas marcianas quando foram ejetadas ao espaço", disse à AFP Brigitte Zanda, especialista em meteoritos do Museu Francês de História Natural (MNHN).
Fonte: O Dia