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Estudo aponta que poucas horas no espaço já podem acelerar o envelhecimento do organismo
Foto: Reprodução

Os pesquisadores concentraram a análise no fígado, órgão responsável por funções essenciais do metabolismo

Passar pouco tempo exposto às condições do espaço pode ser suficiente para desencadear alterações no organismo semelhantes às observadas no envelhecimento natural. É o que indica um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Central da Flórida, nos Estados Unidos, publicado na revista científica GeroScience.

 

Para investigar os efeitos da radiação espacial, os cientistas utilizaram o Laboratório de Radiação Espacial da NASA, onde reproduziram as condições encontradas em missões de longa duração. Durante 14 dias, foram analisadas amostras biológicas expostas à radiação cósmica, sem a necessidade de enviar participantes ao espaço.

 

Os pesquisadores concentraram a análise no fígado, órgão responsável por funções essenciais do metabolismo. Segundo o coordenador do estudo, Michal Masternak, alterações genéticas semelhantes às observadas durante o envelhecimento natural apareceram apenas 24 horas após a exposição à radiação.

 

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Entre os efeitos identificados estão processos de senescência celular, inflamação e fibrose, alterações que podem comprometer o funcionamento do fígado ao longo do tempo.

 

Os resultados também foram comparados com amostras de sangue do Estudo de Gêmeos da missão Inspiration4, da SpaceX, realizada em 2021. Os cientistas encontraram padrões genéticos semelhantes, reforçando a hipótese de que a radiação espacial acelera mecanismos ligados ao envelhecimento.

 

Além disso, a equipe testou uma molécula capaz de modificar vias genéticas associadas à inflamação e ao envelhecimento celular. Segundo os pesquisadores, a descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de tratamentos destinados tanto à proteção de astronautas em futuras missões espaciais quanto ao combate de doenças degenerativas na população em geral.

 

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Para os autores do estudo, compreender como o envelhecimento começa em diferentes órgãos pode abrir caminho para novas estratégias de prevenção e aumentar a segurança de viagens espaciais de longa duração, como futuras missões à Lua e a Marte. 

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