Trabalho mostra que a vacina BCG pode alterar as respostas imunológicas e os biomarcadores de beta-amiloide em pessoas idosas sem a condição
Uma pesquisa recente trouxe uma descoberta promissora para a prevenção de doenças neurodegenerativas. Cientistas identificaram que a vacina BCG, utilizada há décadas para prevenir a tuberculose, pode estar associada à redução do risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer em pessoas idosas.
O estudo acompanhou voluntários durante um ano e constatou que a imunização estimulou uma resposta mais eficiente do sistema imunológico. Segundo os pesquisadores, esse fortalecimento pode contribuir para reduzir processos inflamatórios ligados ao surgimento do Alzheimer, embora o mecanismo ainda esteja sendo investigado.
Os especialistas explicam que a BCG já é conhecida por seus efeitos além da proteção contra a tuberculose, sendo capaz de modular o sistema imunológico. Agora, os resultados reforçam a hipótese de que esse efeito também possa exercer um papel protetor contra doenças que afetam o cérebro durante o envelhecimento.
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Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos mais amplos para confirmar a relação entre a vacina e a redução do risco de Alzheimer. Por enquanto, a BCG continua sendo indicada principalmente para prevenir formas graves de tuberculose, especialmente em crianças.
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Caso os benefícios sejam confirmados em novas pesquisas, a vacina poderá representar uma alternativa importante no combate a uma das doenças que mais afetam a população idosa em todo o mundo.