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Estudo aponta queda no tabagismo no Brasil, mas avanço da obesidade e do consumo de álcool preocupa
Foto: Divulgação

Pesquisa projeta melhora em alguns hábitos de saúde até 2030, mas alerta para crescimento das doenças crônicas no país.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health aponta que o Brasil deverá alcançar até 2030 as metas de redução do tabagismo e do consumo de bebidas adoçadas com açúcar. Apesar disso, os pesquisadores alertam para o avanço preocupante da obesidade, do diabetes, da hipertensão e do consumo abusivo de álcool no país.

 

A pesquisa foi desenvolvida por especialistas do Universidade Federal de São Paulo e do Ministério da Saúde, com base em dados de mais de 643 mil adultos entrevistados pelo sistema Vigitel entre 2009 e 2023.

 

Segundo as projeções, o índice de fumantes no Brasil deve cair de 9,8% em 2019 para 4,7% em 2030, superando a meta nacional de redução. O consumo de bebidas açucaradas também deve registrar forte queda, passando de 15% para 3,2%.

 

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Por outro lado, o consumo excessivo de álcool deve aumentar de 18,8% para 21,3% da população, especialmente entre as mulheres. O estudo também indica que os avanços no consumo de frutas, verduras e na prática de atividades físicas serão insuficientes para atingir os objetivos estabelecidos pelo país.

 

As consequências refletem diretamente no crescimento das doenças crônicas. A obesidade deve atingir 28,3% da população brasileira até 2030, enquanto os casos de diabetes podem subir de 7,4% para 10,9%. Já a hipertensão arterial também deve crescer nos próximos anos.

 

Os pesquisadores destacam que políticas públicas de controle do tabaco e campanhas de conscientização contribuíram para a redução do cigarro ao longo das últimas décadas. No entanto, eles alertam que os resultados mais recentes já demonstram sinais de desaceleração nessa queda.

 

O estudo também aponta fatores como o alto consumo de alimentos ultraprocessados, dificuldades de acesso à alimentação saudável, desigualdade social e falta de incentivo à prática de exercícios físicos como obstáculos para melhorar os indicadores de saúde da população.

 

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Especialistas defendem o fortalecimento de políticas públicas voltadas à alimentação saudável, tributação de produtos nocivos à saúde e ampliação de ações preventivas para conter o avanço das doenças crônicas no Brasil. 

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