Pesquisa publicada na The Lancet HIV avaliou uso do cabotegravir no SUS. Conitec deve discutir em outubro a implementação da injeção no Sistema Único de Saúde, após consulta pública
Um estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou alta adesão à profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável como estratégia de prevenção ao HIV. A pesquisa acompanha a utilização do medicamento de longa duração e avalia sua aceitação entre pessoas que podem se beneficiar da prevenção.
A PrEP injetável utiliza o lenacapavir, medicamento administrado em intervalos de seis meses. A proposta é facilitar a prevenção do HIV para pessoas que têm dificuldade em manter o uso regular da PrEP oral, já que reduz a necessidade de tomar comprimidos diariamente.
Os resultados também indicaram uma menor incidência de infecções pelo HIV entre os participantes acompanhados. O dado reforça o potencial da estratégia como ferramenta adicional de prevenção, especialmente para ampliar a proteção entre pessoas que enfrentam dificuldades de adesão aos métodos tradicionais.
Veja também
.jpg)
Infecções transmitidas durante a gravidez podem aumentar em até três vezes o risco de autismo
SUS passa a oferecer cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo
A pesquisa faz parte de uma avaliação mais ampla sobre a viabilidade da PrEP injetável no Brasil e pode contribuir para futuras decisões sobre a incorporação da tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS). A Fiocruz conduz estudos em diferentes cidades brasileiras para analisar a aceitação e o funcionamento da estratégia no país.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Apesar dos resultados positivos, a PrEP não substitui outras medidas de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis. O uso de preservativos, a realização de testes e o acompanhamento regular de saúde continuam sendo importantes para reduzir o risco de HIV e de outras ISTs.