Amazonas e Maranhão apareceram com classificações mais baixas em termos de atributos ligados a inteligência no relatório
Pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) publicaram um relatório internacional analisando 20,3 milhões de respostas de inteligência artificial, incluindo dados do ChatGPT, e identificaram padrões de viés geográfico nos resultados. Essa pesquisa, chamada The Silicon Gaze (“O Olhar de Silício”), destacou que as redes neurais tendem a reproduzir estereótipos e desigualdades regionais em suas respostas a perguntas subjetivas.
No estudo, os pesquisadores construíram rankings comparativos com base nas respostas da IA a perguntas que mencionavam estados brasileiros. Segundo os dados analisados, estados como São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal receberam avaliações mais elevadas em atributos ligados à “inteligência percebida”, enquanto regiões como Amazonas e Maranhão ficaram nas posições mais baixas nesse tipo de classificação automatizada.
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Os próprios autores do relatório enfatizam que isso não significa que a IA literalmente considera moradores dessas regiões menos inteligentes, mas sim que os sistemas de IA reproduzem vieses presentes nos dados de treinamento, refletindo preconceitos e desigualdades históricas da sociedade.
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Especialistas em ética e tecnologia alertam que essa tendência evidencia a necessidade de maior transparência, ajustes e supervisão humana no desenvolvimento e uso de modelos de IA, para evitar que estereótipos e discriminações sejam reforçados automaticamente.