Pesquisa identifica dependência de energia em tumor e aponta alvo potencial para casos específicos de câncer de mama considerado agressivo
Pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, identificaram uma possível vulnerabilidade em formas agressivas de câncer de mama. O estudo descobriu que tumores com alta atividade da proteína MYC passam a depender quase exclusivamente da glutamina para produzir energia, característica que pode ser explorada em futuros tratamentos.
Segundo os pesquisadores, a proteína MYC altera o funcionamento das células cancerígenas e faz com que suas mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia, trabalhem em ritmo elevado. Diferentemente das células saudáveis, que conseguem utilizar diferentes fontes de energia, essas células tumorais ficam muito mais dependentes da glutamina.
A descoberta chamou a atenção porque essa dependência pode representar um ponto fraco do tumor. Nos experimentos, os cientistas combinaram dois medicamentos experimentais: um que interfere na produção de energia e outro que bloqueia a absorção de glutamina pelas células. A estratégia conseguiu retardar significativamente o crescimento do câncer em camundongos.
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Os resultados, porém, ainda são considerados iniciais. Os testes foram realizados em culturas de células e em animais, e ainda não há evidências suficientes para afirmar que a mesma estratégia funcionará em pacientes humanos. Novas pesquisas serão necessárias para avaliar a segurança e a eficácia da abordagem.
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Os cientistas acreditam que a atividade da MYC poderá, no futuro, ajudar a identificar pacientes com determinados tipos de tumor que poderiam se beneficiar de tratamentos mais direcionados. A equipe também trabalha na possibilidade de desenvolver um único medicamento capaz de atacar essa vulnerabilidade das células cancerígenas.