Estudo mostra alterações no metabolismo, cérebro e imunidade e levanta benefícios e riscos do jejum prolongado
Um estudo científico divulgado recentemente revelou que passar sete dias em jejum provoca mudanças profundas no corpo humano, afetando metabolismo, cérebro, sistema imunológico e até estruturas ligadas aos neurônios.
A pesquisa acompanhou 12 voluntários saudáveis submetidos a um jejum apenas com consumo de água. Durante o experimento, cientistas coletaram amostras diárias de sangue para analisar como o organismo reagia ao longo dos dias sem alimentação.
Segundo os pesquisadores, as mudanças mais intensas começam a aparecer após cerca de três dias sem ingestão de calorias. Nesse período, o corpo deixa de usar glicose como principal fonte de energia e passa a consumir gordura armazenada.
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Os participantes perderam em média quase 6 quilos ao longo do jejum, mas os cientistas alertam que parte do peso perdido corresponde à massa muscular. Ainda assim, boa parte da redução de gordura corporal permaneceu mesmo após o retorno da alimentação.
O estudo também identificou alterações em proteínas ligadas ao cérebro e aos tecidos do corpo, levantando hipóteses sobre possíveis efeitos neurológicos e benefícios metabólicos do jejum prolongado.
Apesar dos possíveis benefícios, especialistas fazem um alerta importante: o jejum prolongado pode causar desidratação, queda de pressão, perda muscular, desequilíbrio de eletrólitos e complicações graves em pessoas com doenças pré-existentes.
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Nas redes sociais, o tema também divide opiniões. Enquanto algumas pessoas relatam sensação de clareza mental e bem-estar após jejuns longos, outras afirmam que a prática pode trazer efeitos perigosos sem acompanhamento médico.