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Estudo revela que asfalto libera substâncias tóxicas e pode piorar a qualidade do ar nas cidades
Foto: Reprodução

Esses poluentes são praticamente invisíveis, mas extremamente prejudiciais à saúde humana

Um estudo recente acendeu um alerta importante sobre um elemento comum nas cidades: o asfalto. De acordo com pesquisadores, o material utilizado na pavimentação de ruas e avenidas pode liberar substâncias tóxicas no ar, contribuindo diretamente para a poluição urbana — especialmente em dias mais quentes.

 

A pesquisa identificou que, quando exposto a altas temperaturas e à radiação solar, o asfalto sofre alterações químicas que resultam na liberação de compostos orgânicos voláteis e partículas ultrafinas. Esses poluentes são praticamente invisíveis, mas extremamente prejudiciais à saúde humana, pois conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até atingir a corrente sanguínea.

 

Outro ponto que chamou atenção dos cientistas é que esse processo não ocorre apenas quando o asfalto é recém-aplicado. Mesmo pavimentos antigos continuam liberando essas substâncias ao longo do tempo, principalmente sob calor intenso, o que amplia o impacto nas áreas urbanas.

 

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Além disso, essas emissões podem reagir com outros poluentes presentes na atmosfera e contribuir para a formação de ozônio ao nível do solo — um gás altamente irritante para o sistema respiratório. Esse cenário agrava problemas como asma, bronquite e doenças cardiovasculares, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes.

 

Os pesquisadores também destacam que o efeito pode ser ainda mais intenso em grandes centros urbanos, onde há concentração de construções e pouca circulação de ar. Nessas áreas, conhecidas como “ilhas de calor”, o asfalto absorve e retém mais calor, aumentando a liberação de poluentes e piorando a qualidade do ar.

 

Novo estudo descobre que asfalto libera partículas ultrafinas e compostos  tóxicos que aumentam com o calor e representam riscos à saúde - CPG Click  Petróleo e Gás

Foto: Reprodução

 

Outro aspecto relevante é que o problema pode persistir mesmo com a redução das emissões de veículos. Isso porque, ainda que carros elétricos diminuam a poluição direta, o próprio asfalto continua sendo uma fonte ativa de contaminantes atmosféricos, o que exige uma abordagem mais ampla para melhorar o ar nas cidades.

 

Diante dessas descobertas, especialistas defendem a adoção de alternativas mais sustentáveis na pavimentação urbana, como materiais que absorvam menos calor ou soluções que permitam maior infiltração de água e menor emissão de compostos tóxicos.

 

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O estudo reforça que o combate à poluição urbana vai além dos veículos e da indústria, envolvendo também o planejamento das cidades e os materiais utilizados em sua infraestrutura. 

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