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Estudos ligam alimentos ultraprocessados ao aumento do risco de câncer e doenças crônicas
Foto: Divulgação

Pesquisas francesas apontam associação entre corantes, conservantes e maior incidência de diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.

Três estudos realizados na França reforçaram o alerta sobre os riscos do consumo frequente de alimentos ultraprocessados. As pesquisas identificaram associação entre determinados corantes, conservantes e antioxidantes com o aumento dos casos de câncer, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

 

Os trabalhos científicos acompanharam mais de 100 mil pessoas e foram coordenados pelas pesquisadoras Sanam Shah e Anaïs Hasenböhler, sob supervisão da epidemiologista Mathilde Touvier, diretora de pesquisa do Inserm.

 

Os resultados foram publicados nas revistas científicas Diabetes Care, European Journal of Epidemiology e European Heart Journal.

 

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Segundo os estudos, pessoas com maior consumo de corantes alimentares apresentaram risco 38% maior de desenvolver diabetes tipo 2, além de aumento de 14% no risco de câncer em geral. Entre as mulheres, o risco de câncer de mama chegou a subir até 32% após a menopausa.

 

Foto: Reprodução/Google

 

Já os participantes com maior exposição a conservantes, como sorbato de potássio e ácido cítrico, demonstraram maior probabilidade de desenvolver hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

 

Os pesquisadores destacam que os estudos não comprovam diretamente relação de causa e efeito, mas reforçam evidências já observadas em diversas outras pesquisas sobre os impactos negativos dos alimentos ultraprocessados na saúde.

 

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De acordo com Mathilde Touvier, a maior parte dos estudos existentes sobre o tema aponta efeitos prejudiciais associados ao consumo frequente desses produtos, o que amplia o debate sobre políticas públicas voltadas à alimentação saudável e à prevenção de doenças crônicas. 

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