A empatia parece ser algo que aprendemos à medida que crescemos e, portanto, é moldada pelo ambiente social em que nos encontramos
Durante muito tempo, a empatia foi vista como uma característica naturalmente feminina, enquanto traços como assertividade e dominância eram associados aos homens. No entanto, pesquisas recentes indicam que essas diferenças podem ter muito mais relação com fatores sociais do que biológicos.
A empatia é a capacidade de compreender e responder aos sentimentos de outras pessoas. Estudos mostram que mulheres costumam ter pontuações um pouco mais altas em testes sobre o tema. O psicólogo Simon Baron-Cohen, da Universidade de Cambridge, sugere que fatores biológicos, como a exposição à testosterona no útero, podem influenciar habilidades sociais e cognitivas.
Mas muitos cientistas contestam essa ideia. A neurocientista Gina Rippon afirma que a diferença pode estar ligada principalmente à forma como meninos e meninas são educados. Desde cedo, meninas costumam ser incentivadas a expressar emoções e cuidar dos outros, enquanto meninos são estimulados a demonstrar independência e controle emocional.
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Pesquisas também mostram que a variação de empatia entre indivíduos é muito maior do que a diferença média entre homens e mulheres. Um estudo liderado por Varun Warrier indicou que apenas cerca de 10% dessas diferenças podem ser explicadas por fatores genéticos.
Especialistas destacam ainda que a empatia pode ser desenvolvida ao longo da vida. Segundo o neurologista Nathan Spreng, da Universidade McGill, essa habilidade pode ser fortalecida por meio de experiências, aprendizado e interação social.
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Cada vez mais pesquisadores defendem que a empatia deve ser vista como uma capacidade humana, e não como algo ligado a um gênero específico. Desenvolvê-la pode contribuir para relações mais saudáveis e para uma sociedade mais equilibrada.